O Irã atacou diversas bases militares americanas no Golfo Pérsico nesta quarta-feira (noite de terça em Brasília), após Washington lançar seu segundo ataque aéreo contra o país em poucos dias.
Nesta terça-feira, "as forças americanas atacaram alvos da Guarda Revolucionária do Irã", especificamente instalações de defesa aérea, sistemas de radar e instalações marítimas, informou o Comando Central Leste (Centcom) no X, anunciando o fim da ofensiva.
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Imediatamente, o Irã alegou ter lançado uma "operação retaliatória decisiva" com mísseis e drones, visando "bases e interesses americanos na região", informou a agência de notícias estatal Tasnim.
A Guarda Revolucionária, o exército ideológico da República Islâmica, posteriormente reivindicou a responsabilidade por ataques contra instalações militares americanas na Jordânia, Iraque e Bahrein.
Se Teerã "responder a este ataque perfeitamente justificado, será atingida novamente, com muito mais força e intensidade", ameaçou o presidente americano Donald Trump em sua plataforma Truth Social.
O exército jordaniano informou ter destruído dez mísseis lançados do Irã, acrescentando que outros três caíram longe de áreas povoadas, sem causar feridos.
O Kuwait também alegou ter sido alvo de mísseis e drones, enquanto sirenes de alerta aéreo soaram na manhã desta quarta-feira no Bahrein, segundo correspondentes da AFP.
O porta-voz do Comando Militar Central do Irã, Ebrahim Zolfaghari, prometeu "respostas mais amplas e destrutivas" caso os EUA ou seus aliados continuem seus ataques.
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De acordo com o Crescente Vermelho Iraniano, quatro pessoas, incluindo uma criança, morreram durante um casamento em decorrência do ataque dos EUA no sul do país nesta terça-feira, e cerca de cinquenta ficaram feridas.
Peru rompe relações com o Irã
Essas ofensivas dos EUA começaram logo após o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, pedir a retomada das negociações diplomáticas, que estão atualmente paralisadas.
Ao pedir a Washington que respeite um acordo assinado em junho e quebrado quase imediatamente, ele argumentou: "Se os Estados Unidos voltarem a cumprir seus compromissos sob o memorando de entendimento (...), a República Islâmica do Irã tomará imediatamente medidas recíprocas."
Também na arena diplomática, o governo peruano anunciou na noite de terça-feira que havia rompido relações com o Irã, criticando-o por incitar "a escalada de conflitos" no Oriente Médio e por suas "severas restrições" ao tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma via navegável fundamental para o comércio global de hidrocarbonetos.
O novo governo da presidente de direita Keiko Fujimori, que assumiu o cargo no final de julho, está alinhado com a administração Trump.
"Com base em seu compromisso histórico com a paz", o Peru "decidiu romper relações diplomáticas com a República Islâmica do Irã", afirmou o Ministério das Relações Exteriores em um comunicado à imprensa.
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Nesta terça-feira, a televisão estatal iraniana confirmou diversas explosões no sul do país, perto do importante porto de Bandar Abbas e da ilha de Qeshm, rica em petróleo, próxima ao Estreito de Ormuz.
Também relatou explosões na ilha de Lavan, localizada no Golfo Pérsico e onde se encontra um dos terminais de exportação de petróleo bruto do Irã.
Os ataques também ocorreram pouco depois de dois petroleiros terem sido atingidos por "projéteis de origem desconhecida" no Estreito de Ormuz, segundo a agência de notícias marítimas grega Marisks.
Os preços dos combustíveis dispararam após a retomada das hostilidades: o preço do petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) dos EUA ultrapassou novamente os US$ 90 por barril pela primeira vez desde o final de julho, e o gás europeu atingiu seu preço mais alto em mais de três anos.
No domingo, Washington já havia realizado ataques, os primeiros em um mês, contra alvos militares localizados em uma ilha iraniana.
A República Islâmica respondeu atacando alvos dos EUA na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos.
O Irã quer cobrar taxas de passagem no Estreito de Ormuz, onde a navegação era livre antes do início do conflito.
Por sua vez, Washington prometeu uma campanha de "estrangulamento" econômico contra o Irã, por meio de sanções cujos detalhes ainda não foram especificados.
A milhares de quilômetros de distância, o porta-aviões americano USS Abraham Lincoln chegou à Tailândia na manhã desta quarta-feira, após mais de nove meses no mar, conforme observaram jornalistas da AFP.
Inicialmente destacado para o Mar da China Meridional, o navio foi transferido para o Oriente Médio no início da guerra, no final de fevereiro.
A deterioração das condições de vida de seus marinheiros gerou controvérsia nos Estados Unidos.
Irã ataca bases americanas em retaliação à nova ofensiva dos Estados Unidos
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