Irã arma armadilhas e desloca militares para ilha de Kharg em meio a expectativa de ataque dos EUA

 

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O Irã vem se preparando para um possível ataque dos Estados Unidos a ilha de Kharg, que fica no Golfo Pérsico, e é um ponto importante de controle iraniano no Estreito de Ormuz. O governo Trump já avalia o envio de tropas americanas para tomar a ilha, destaca a CNN.

Segundo a reportagem, nas últimas semanas, o Irã tem armado armadilhas e deslocado pessoal militar adicional e reforço das defesas aéreas para a ilha, em preparação para uma possível operação dos EUA para assumir o controle da ilha, de acordo com diversas fontes familiarizadas com relatórios da inteligência americana sobre o assunto.

Mas autoridades americanas e especialistas militares afirmam que uma operação terrestre desse tipo envolveria riscos significativos, incluindo um grande número de baixas americanas.

A agência de notícias semioficial Mehr News também informou na quinta-feira que 'forças especiais e unidades guerrilheiras iranianas' estão preparadas para desferir um 'golpe doloroso contra os americanos', à medida que a guerra se intensifica, citando uma investigação do próprio veículo de comunicação.

O Irã ameaçou nesta quinta-feira (26) os Estados Unidos pelo grande deslocamento de novas frotas para a região do Oriente Médio. Ao todo, são cinco mil soldados para a região, como parte de um aumento da presença militar.

A afirmação é de um parlamentar iraniano, dizendo que qualquer ação militar dos EUA provocaria uma 'resposta decisiva', em meio a relatos de que Washington está enviando milhares de soldados para a região.

'Qualquer ação será recebida com uma resposta decisiva', comentou Vahid Ahmadi, acrescentando que a Ilha de Kharg poderia se tornar um 'cemitério' para as forças americanas caso haja algum erro de cálculo.

Negociadores do Irã temem ser mortos por povo e por isso negam pela imprensa, afirma Trump

Donald Trump durante jantar anual do Comitê Nacional Republicano do Congresso.

Jim WATSON / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou durante um discurso no final da noite dessa quarta-feira (25) no jantar anual de arrecadação de fundos do Comitê Republicano do Congresso, na Union Station, em Washington, que os negociadores iranianos temem ser mortos.

Trump insistiu que o Irã está participando das negociações de paz, sugerindo que as negativas de Teerã se devem ao medo dos negociadores iranianos de serem mortos por seus próprios cidadãos.

'Eles estão negociando e querem fechar um acordo a todo custo. Mas têm medo de dizer isso porque imaginam que serão mortos por seu próprio povo'

No discurso para doadores de campanha do Partido Republicano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a sugerir que o poderio militar do Irã foi derrotado.

Nessa quarta (25), o ministro das Relações Exteriores do Irã disse que os Estados Unidos 'reconhecem derrota' ao falar sobre negociações neste momento para um fim do conflito entre os países.

Segundo ele, Teerã não tem a intenção de negociar, mas sim de 'continuar resistindo'.

Washington propôs interromper os ataques e, em troca, o regime se comprometeria a acabar com todo o enriquecimento de urânio e suspender o financiamento a grupos como Hamas e Hezbollah.

O Irã confirmou ter recebido o plano de paz proposto por Trump, mas o chamou de 'excessivo e desconectado da realidade'. Terminou afirmando que o americano não ditará o fim do conflito. Na contraproposta, o país apresentou, entre as condições para encerrar a guerra, o 'exercício da soberania' do Irã sobre o Estreito de Ormuz e a interrupção total da 'agressão e dos assassinatos'.

O governo iraniano ainda disse que vai encerrar a guerra por decisão própria - e só quando as próprias condições forem atendidas.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, negou que o Irã tenha rejeitado as ofertas de cessar-fogo. Ela reafirmou a fala de Trump, que passou os últimos dias dizendo que os Estados Unidos já venceram a guerra.

Nessa quarta (25), o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, afirmou que a guerra no Oriente Médio saiu do controle e se encaminha para virar um conflito maior e mais espalhado.

Em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu falou em expandir a 'zona-tampão', área ocupada pelos israelenses no sul do Líbano.

No campo das negociações, Reino Unido e França vão presidir uma reunião virtual com chefes militares de cerca de 30 países dispostos a abrir o Estreito de Ormuz e formar uma coalizão pela segurança do local. A informação partiu de uma fonte do Ministério da Defesa britânico para a agência France-Presse.

Ataques contra instalações energéticas do Irã em Isfahan.

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