Irã alerta para 'consequências devastadoras' para o mundo se não houver resposta aos EUA e Israel

 

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O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, alertou nesta sexta-feira (20) que poderão haver 'consequências devastadoras' para o mundo se a comunidade internacional não responder ao 'terrorismo de Estado' que 'caracteriza' Israel e os Estados Unidos.

Em um texto publicado nas redes sociais, ele declarou que a 'agressão dos EUA contra o Irã e o assassinato do líder mártir criam um precedente em disputas internacionais que destruirá as normas jurídicas globais', se referindo a morte do líder supremo Ali Khamenei.

'Se o mundo não se mantiver firme, as consequências serão devastadoras, completou no texto.

Em meio a isso, o Irã expandiu os ataques contra instalações de petróleo e gás em todo o Golfo Pérsico. O governo de Teerã afirmou que o objetivo é atingir a infraestrutura de países que possuem ligação com os Estados Unidos e Israel.

A ação ocorre em resposta ao bombardeio israelense contra o maior campo de produção de gás do mundo, que o Irã compartilha com o Catar.

Diante da ofensiva, a Arábia Saudita afirmou que tem o direito de revidar as ações iranianas, e não apenas de se defender. Segundo o ministro das Relações Exteriores saudita, o Irã não aceita diálogo e tenta pressionar vizinhos.

O aumento da tensão no Oriente Médio provocou a alta nos preços do petróleo. O barril do tipo Brent superou os 115 dólares nessa quinta (19), o maior valor em mais de uma semana.

Estreito de Ormuz.

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Sobre o ataque ao campo de gás iraniano, o presidente Donald Trump afirmou que pediu ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu que não realizasse a operação.

Segundo a agência Reuters, no entanto, há informações de que o bombardeio foi coordenado com os Estados Unidos.

Em pronunciamento, Netanyahu declarou que Israel agiu sozinho e confirmou o pedido de Trump para evitar novos ataques a estruturas de energia.

O conflito completa três semanas neste sábado (21) e o Pentágono vai pedir ao Congresso americano duzentos bilhões de dólares para continuar na guerra, segundo o jornal The Washington Post.

Enquanto isso, em reunião na Arábia Saudita, doze países árabes e islâmicos condenaram as ações do Irã e exigiram o fim do apoio a milícias na região.

Na Europa e no Japão, governos disseram que estão prontos para atuar na liberação do Estreito de Ormuz, via por onde passa 20% do petróleo mundial.

Ainda nessa quinta-feira (19), Donald Trump causou mal-estar diplomático ao mencionar o ataque a Pearl Harbor durante encontro com a primeira-ministra do Japão. A fala ocorreu após ele ser questionado sobre a falta de aviso prévio aos aliados sobre as operações militares.

O episódio de Pearl Harbor, citado pelo presidente, ocorreu na Segunda Guerra Mundial e deixou 2,4 mil americanos mortos. O ataque foi uma ofensiva surpresa realizada pelo Japão contra a base naval americana que afundou navios de guerra e destruiu aviões.

Donald Trump em reunião com Benjamin Netanyahu, líder de Israel.

Kevin Dietsch / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP