Irã admite que usou cessar-fogo para fortalecer as capacidades de combate caso guerra retome

 

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O Irã tratou o período de cessar-fogo com os Estados Unidos como tempo de guerra e o está utilizando para fortalecer suas capacidades de combate, afirmou o porta-voz do exército nesta terça-feira (19) para a agência de notícias iraniana ISNA.

'O exército da República Islâmica tratou o período de cessar-fogo como um tempo de guerra e aproveitou a oportunidade para fortalecer seu poder de combate', disse Mohammad Akraminia.

Ele alertou que, se o Irã fosse atacado novamente, o exército abriria 'novas frentes' com novas ferramentas e métodos.

A afirmação acontece pós o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que havia suspendido o lançamento de uma nova ofensiva na esperança de chegar a um acordo.

'Se o inimigo for tolo o suficiente para cair novamente na armadilha sionista e lançar uma nova agressão contra o nosso amado Irã, abriremos novas frentes contra ele, com novos equipamentos e novos métodos', completou.

Estreito de Ormuz permanecerá 'para sempre' soba a administração do Irã, afirma autoridade

Novo mapa do Estreito de Ormuz, segundo divulgado pela Marinha iraniana.

Reprodução

O Estreito de Ormuz 'permanecerá para sempre na posse e sob a administração' do Irã, afirmou nesta terça-feira (19) um alto funcionário iraniano em uma resposta a ameaça da retomada da guerra no Oriente Médio.

Ebrahim Azizi, presidente da comissão de segurança nacional do parlamento iraniano, afirmou que o estreito era uma 'alavanca econômica, política e militar abrangente', em comentários divulgados pela agência de notícias estatal ISNA.

No início da guerra, o Irã bloqueou o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.

Posteriormente, os EUA lançaram seu próprio bloqueio naval contra portos iranianos em resposta.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã insistiu que medidas foram tomadas para restabelecer o fluxo de navios no estreito, apesar da maioria das embarcações permanecer presa na região.

Os países ocidentais, liderados pelo Reino Unido, têm pressionado pela reabertura do estreito, com a ministra das Relações Exteriores, Yvette Cooper, alertando que o mundo está 'caminhando sonâmbulos para uma crise alimentar global' se ele permanecer fechado.

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em declaração no salão oval da Casa Branca.

Kent NISHIMURA / AFP