Irã admite, pela primeira vez, que líder supremo foi ferido em ataques dos EUA e de Israel

 

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Um porta-voz do Ministério da Saúde do Irã afirmou nesta segunda-feira (18) que o Líder Supremo Mojtaba Khamenei foi levado ao hospital após o ataque conjunto dos Estados Unidose de Israel e tratado por diversos ferimentos que necessitaram de pontos, inclusive na perna.

O oficial afirmou, segundo o site Iran Internacional, no entanto, que Khamenei não sofreu ferimentos que causassem desfiguração ou perda de membros.

É a primeira vez que o Irã fala publicamente sobre o estado de saúde de Khamenei, que ainda não fez aparições públicas desde o início da guerra e desde quando assumiu como líder supremo, no lugar de seu pai, Ali Khamenei, morto nos ataques.

As declarações pareciam refutar relatos anteriores de que Mojtaba teria sofrido ferimentos graves durante os ataques em 28 de fevereiro, que mataram seu pai, incluindo ferimentos que exigiram múltiplas cirurgias e uma perna protética.

Do outro lado, os Estados Unidos e Israel afirmaram em algumas ocasiões acreditar que o estado de saúde dele é ruim e que precisou amputar membros, mesmo sem uma comprovação oficial.

A notícia surge no dia em que o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, alertou as autoridades do país contra a criação de uma 'imagem falsa' do país durante o conflito com os Estados Unidos e Israel, segundo informações da agência de notícias estatal Mehr.

'Se estivermos em estado de guerra, devemos adotar uma postura de guerra', continuou.

Pezeshkian afirmou que usinas de energia, indústrias petroquímicas e siderúrgicas foram alvos de ataques e que o Irã 'não deve alegar falsamente que não temos problemas e que o inimigo está sendo destruído'.

'As autoridades devem falar honestamente com a sociedade e evitar apresentar uma imagem falsa de nossa prosperidade absoluta diante da destruição do outro lado. Também estamos enfrentando desafios sérios', completou.

Irã apresenta aos EUA nova proposta de paz de 14 pontos se concentrando no fim da guerra

Novo mapa do Estreito de Ormuz, segundo divulgado pela Marinha iraniana.

Reprodução

A nova proposta apresentada pelo Irã aos Estados Unidos nesta segunda-feira (18) por meio do Paquistão tem 14 pontos e se concentra no fim da guerra. As informações foram divulgadas pela agência de notícias iraniana Tasnim, citando uma fonte próxima às negociações.

O Paquistão compartilhou com os Estados Unidos nesta segunda-feira uma nova proposta do Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio, segundo a agência de notícias Reuters.

A fonte paquistanesa, ouvida pela Reuters de forma anônima, não deu detalhes sobre o conteúdo do possível acordo. Questionada se levaria tempo para sanar as divergências, a fonte lamentou o fato de ambos os países continuarem "mudando suas regras do jogo".

Anteriormente, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esamil Baqaei, declarou que o Irã comunicou para os EUA uma resposta às alterações feitas ao plano de resolução do conflito.

Segundo ele, as negociações entre os dois países estão em andamento, com a mediação do Paquistão.

'Embora os Estados Unidos tenham rejeitado explicitamente este plano (iraniano), recebemos uma série de comentários e emendas do lado paquistanês. Analisamos as propostas e, como anunciado ontem, comunicamos nossos pontos de vista ao lado americano', declarou.