Irã acusa Israel de lançar drones contra Azerbaijão e culpar governo iraniano
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, acusou Israel de lançar um ataque com drones no Azerbaijão, que tinha sido anteriormente atribuído ao Irã. Ele descreveu o caso nesta quinta (5) como uma tentativa de prejudicar as relações de Teerã com seu vizinho.
Em uma conversa telefônica com o também ministro azerbaijano, Jeyhun Bayramov, Araghchi 'negou que o Irã tenha disparado quaisquer projéteis' contra o Azerbaijão.
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Ele também condenou 'o papel do regime israelense em tais ataques, com o objetivo de desviar a opinião pública e destruir as boas relações do Irã com seus vizinhos', segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores do Irã.
Antes, o presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, prometeu uma resposta após drones do Irã entrarem no país e explodirem. As explosões ocorreram no aeroporto e no próximo a uma escola.
Em uma reunião do Conselho de Segurança do país, Aliyev prometeu 'esmagar' o Irã com 'punho de ferro'.
'Aqueles que tentaram testar nossa força foram esmagados pelo Punho de Ferro; o incidente de hoje terá o mesmo resultado', comentou, segundo a agência de notícias Trend.
O Ministério da Defesa afirma que quatro drones iranianos estiveram envolvidos no ataque a Nakhchivan, que atingiu um aeroporto e ficou próximo a uma escola.
Um desses drones foi 'destruído pelo Exército do Azerbaijão, e os outros atacaram infraestruturas civis, incluindo um prédio de uma escola secundária durante o horário escolar', disse o ministério.
Drone iraniano atinge Azerbaijão
Em comunicado, o governo condenou os ataques, exigiu explicações do Irã e afirmou que o Azerbaijão se reserva o direito de tomar 'medidas de resposta apropriadas'.
Do outro lado, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, negou que o país tenha atacado o Azerbaijão. Segundo ele, os alvos não são países vizinhos.
Ele afirmou que 'a política do Irã é atacar apenas as bases militares de seus inimigos' que atuam na região e que costumavam atacar o Irã, incluindo as dos EUA e de Israel.
O ministro das Relações Exteriores do Irã também afirmou ao seu homólogo do Azerbaijão que Teerã não esteve por trás do ataque com drones. Durante uma chamada telefônica, negou que o Irã tenha disparado projéteis contra o Azerbaijão e afirmou que as forças armadas iranianas estão conduzindo a investigação e a revisão necessárias.
Nessa quarta-feira (4), drones do Irã também estavam em direção a Turquia, mas foram derrubadas por forças de Defesa da OTAN. Segundo o governo iraniano, a intenção não era atingir o território turco.
Apesar disso, a Turquia afirmou que poderia se defender caso fosse atacada.
Aiatolá iraniano pede 'derramamento de sangue' de Trump e de Israel
Aiatolá Abdollah Javadi Amoli.
Reprodução/Wikimedia Commons
Em uma mensagem divulgada pela televisão estatal iraniana, o aiatolá Abdollah Javadi Amoli pediu o 'derramamento de sangue sionista, o derramamento do sangue de Trump'. O caso aconteceu após um ataque contra uma embarcação do Irã perto da costa do Sri Lanka.
'Estamos agora à beira de um grande teste, e devemos ter o cuidado de preservar plenamente essa unidade, de preservar plenamente essa aliança', comentou.
'O imã da época diz: Lutem contra a América opressora, o sangue dela está sobre meus ombros'.
Em publicação nas redes sociais, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Aragchi, disse que os Estados Unidos 'lamentarão profundamente o precedente que criaram' após o submarino ter sido afundado.
Ele defendeu que os americanos 'perpetraram uma atrocidade no mar'.
'Lembrem-se das minhas palavras: os EUA irão se arrepender amargamente do precedente que criaram'.
Em meio a isso, o Irã disse ter atingido um petroleiro americano no norte do Golfo Pérsico, que pegou fogo após o ataque. O comunicado divulgado pela imprensa estatal destaca que, em caso de guerra, a passagem pelo Estreito de Ormuz, uma importante via navegável para o comércio, especialmente de petróleo, estaria sob o controle do Irã.
