Irã acusa EUA e Israel de 'crime injustificável' em sessão do Conselho de Segurança da ONU

 

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O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas se reúne neste sábado (28) após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Segundo o presidente norte-americano, o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, morreu na ofensiva.

Durante a sessão, o embaixador iraniano na ONU, Amir-Saeid Iravani, classificou a ofensiva como um “crime injustificável” e afirmou que a resposta de Teerã é um exercício legítimo do direito de autodefesa.

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Segundo o diplomata, a reação iraniana está amparada pela Carta da ONU e continuará “pelo tempo que for necessário” enquanto houver agressões. “O governo americano hostil sonha em engolir o Irã e forçar a República Islâmica a se submeter. Isso nunca irá acontecer”, declarou Iravani, acrescentando que Estados Unidos e Israel “violam a lei internacional” e devem ser responsabilizados.

O representante iraniano também criticou a presença de bases militares norte-americanas em países vizinhos e acusou Washington de traição, ao realizar o ataque enquanto ainda ocorriam negociações sobre o programa nuclear iraniano. Segundo ele, o país não cederá às pressões externas.

O embaixador de Israel na ONU também se manifestou, de forma breve. A sessão segue com discursos de outros representantes.

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Reações e novas declarações

Em paralelo, autoridades iranianas reforçaram o tom de enfrentamento. O secretário do Conselho de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, afirmou que Estados Unidos e Israel “vão se arrepender” das ações e que os “soldados do Irã darão uma lição aos agressores”.

Já o príncipe herdeiro Reza Pahlavi, filho do último Xá deposto pela Revolução Islâmica de 1979, publicou na rede social X que a República Islâmica “chegou ao fim de fato” e “vai para o lixo da história”. Pahlavi tem ganhado visibilidade nos últimos meses em meio a protestos contra o regime.

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Comemorações e restrições

Agências internacionais relatam comemorações em ruas de Teerã, mas as informações ainda são consideradas preliminares. A imprensa é fortemente controlada no país e a internet foi cortada desde o início dos ataques, dificultando a verificação independente dos relatos.

Também há registros de celebrações em Los Angeles, nos Estados Unidos, onde vive a maior comunidade iraniana fora do Irã, estimada em cerca de meio milhão de pessoas. Manifestantes exibiram bandeiras anteriores à Revolução de 1979, em referência ao regime dos xás.