Irã acusa Emirados Árabes Unidos de 'comportamento inadequado' ao se aliarem com 'adversários'
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, acusou os Emirados Árabes Unidos de se aliarem aos adversários do país, o que, segundo ele, criou muitos problemas.
'Testemunhamos um comportamento inadequado por parte dos Emirados Árabes Unidos nos últimos 50 dias, incluindo seu alinhamento com os agressores, o que gerou muitos problemas, e esperamos que os países da região tenham aprendido as lições necessárias com esses acontecimentos', declarou.
Baghaei também comentou sobre a decisão dos Emirados Árabes Unidos de deixar a OPEP, afirmando que a medida não era construtiva.
Do outro lado, também nesta segunda (4), os Emirados Árabes Unidos afirmaram que deixaram a OPEP e a OPEP+ em bons termos e continuarão trabalhando com os países membros, disse o ministro da Energia, Suhail Al Mazrouei.
'A OPEP tem se mostrado relativamente calma em relação à decisão', disse Mazrouei na conferência Make It In The Emirates.
Saiba como será escolta dos EUA de embarcações pelo Estreito de Ormuz
Embarcações passam pelo Estreito de Ormuz.
Giuseppe CACACE / AFP
O Irã afirmou que tem controle total do Estreito de Ormuz e ameaçou atacar navios dos Estados Unidos que tentarem guiar petroleiros pelo canal. Em meio a isso, presidente Donald Trump promete iniciar nas próximas horas uma operação para guiar em segurança os navios presos na passagem estratégica.
Em postagem na rede social, Donald Trump disse que a ação vai abranger países que não participam da guerra no Oriente Médio, mas não citou nenhuma nação especificamente.
Chamada pelo presidente de "Projeto Liberdade", a operação tem o objetivo de libertar pessoas, empresas e países que seriam "vítimas das circunstâncias" do bloqueio na passagem.
O presidente americano prometeu combater com firmeza a qualquer interferência na escolta aos navios, que ele chamou de “gesto humanitário”.
A operação visa retirar mais de setecentas embarcações, incluindo 120 petroleiros carregados, que estão presas no Estreito de Ormuz.
O plano envolverá destróieres de mísseis guiados, mais de 100 aeronaves, plataformas não tripuladas multidomínio e cerca de 15 mil militares, informou o Comando Central dos EUA.
Apesar disso, não foi informada a forma como eles serão utilizados. Os destróieres, por exemplo, são os navios de guerra ainda utilizados para controle dos portos iranianos em Ormuz. Com isso, há possibilidade deles saírem do ponto em que atuam no momento.
Nesta madrugada, o Exército do Irã alertou os Estados Unidos que atacará as forças americanas se a missão se aproximar ou entrar na rota naval. O Irã alertou que 'qualquer força militar estrangeira, especialmente o exército invasor americano, será atacada' caso tente se aproximar ou entrar no Estreito de Ormuz, de acordo com um alto oficial militar.
O major-general Ali Abdollahi, comandante do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, o comando unificado das forças armadas iranianas, afirmou em comunicado que o Irã protegerá a segurança do estreito 'com todas as suas forças', após os EUA prometerem guiar navios retidos através do ponto de estrangulamento para o transporte de petróleo.
