IPCA-15 de abril sobe para 0,89%, com alta no preço dos alimentos e combustíveis. Entenda
A prévia da inflação, medida pelo IPCA-15, subiu para 0,89% em abril, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os preços de alimentos e combustíveis foram os que mais subiram, como reflexo do conflito entre Estados Unidos e Irã.
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A alta aconteceu após uma desaceleração de 0,44% em março. Mesmo revertendo esse quadro, o resultado de abril ainda veio abaixo do esperado por analistas de mercado, que contavam com uma aceleração de 0,99%, segundo mediana das projeções compiladas pela Bloomberg.
Com o resultado, o IPCA-15 acumula alta de 2,39% no ano e de 4,37% nos últimos 12 meses, acima dos 3,90% observados na divulgação de março. Isso afasta ainda mais a prévia da inflação do centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CNM) em 3,5%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Em abril de 2025, a taxa foi de 0,43%.
O grupo que mais pressionou o índice foi o de alimentação e bebidas, que teve alta de 1,46%. A alimentação no domicílio foi a principal vilã, acelerando de 1,10% em março para 1,77% em abril. Entre os alimentos que mais viram o preço subir estão a cenoura (25,43%), a cebola (16,54%), o leite longa vida (16,33%), o tomate (13,76%) e as carnes (1,14%).
Esses itens, considerados essenciais na cesta de compras das famílias, tendem a pesar no bolso e ampliar a percepção de inflação da população, colocando em cheque a popularidade do presidente Lula, o que já vem sendo motivo de preocupação para o governo.
O aumento dos alimentos é resultado indireto do fechamento no Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, que vem reduzindo a oferta mundial de petróleo, e encarecendo o preço de combustíveis como o diesel, utilizado para transportar alimentos no Brasil. A alta no frete desses itens acaba sendo repassada para o consumidor final.
A forte alta dos combustíveis, que passaram de -0,03% em março para 6,06% em abril, também apareceu de forma direta no IPCA-15, de modo que o grupo transportes (1,34%) teve o segundo maior impacto no índice geral. A gasolina subiu 6,23% e foi o principal impacto individual no índice do mês, após ter recuado 0,08% em março.
A autorização de um reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos, a partir de 1° de abril, foi responsável por uma alta de 1,16% nos produtos farmacêuticos, além do avanço nos itens de higiene pessoal (1,32%) e do plano de saúde (0,49%), que pressionaram o grupo de saúde e cuidados pessoais.
A energia elétrica residencial também ajudou a puxar no índice, saindo de 0,29% em março para 0,68% em abril, com reajustes nas tarifas das conc
