Investimentos no Tesouro Direto batem recorde e somam 14,8 bilhões em março
As operações de investimento em títulos do Tesouro Direto em março de 2026 chegaram a R$ 14,79 bilhões, maior valor registrado na série histórica, divulgou o Tesouro Nacional nesta segunda-feira.
Segundo o Tesouro, no mês, os resgates e vencimentos foram de R$ 11,01 bilhões, oq que resultou em emissão líquida de R$ 3,78 bilhões. As aplicações de até R$ 1 mil representaram 45,6% das operações de investimento no mês, e o valor médio por operação foi de R$ 12.083,06.
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Mais da metade dos títulos vendidos (52,7%) eram indexados à taxa básica de juros, a Selic (Tesouro Selic e Tesouro Reserva), chegando a um total de R$ 7,8 bilhões nas vendas do mês.
Enquanto isso, os os títulos indexados à inflação (Tesouro IPCA+, Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais, Tesouro RendA+ e Tesouro Educa+) totalizaram, em vendas, R$ 4,8 bilhões (32,1% do total). Por fim, os títulos prefixados (Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais) totalizaram R$ 2,2 bilhões em vendas (15,1% do total).
A maioria das vendas se deu nos títulos com vencimento entre 1 e 5 anos, 58,2% do total. As aplicações em títulos com vencimento entre 5 e 10 anos representaram 20,9%, enquanto os títulos com vencimento acima de 10 anos corresponderam também a 20,9% do total.
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Em março de 2026, o total de investidores ativos no Tesouro Direto foi de 3.418.225 pessoas, uma redução de 38.986 investidores no mês. Segundo o Tesouro, isso é resultado de um “expressivo” vencimento de títulos ocorrido no mês. Em 12 meses, no entanto, o houve aumento de 16% no número de investidores ativos.
Já o número de investidores cadastrados no Programa aumentou em 288.041, atingindo a marca de 35.097.988 pessoas, crescimento de 9,8% em relação a março de 2025.
