Investigador irá à júri popular por morte de advogado em bar da Marambaia

 

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O juiz Cláudio Hernandes Silva Lima encerrou na sexta-feira (24), a instrução do processo, com decisão de pronúncia do investigador José Thiago Faro Barros Costa perante o júri popular, para responder por homicídio qualificado que vitimou o advogado Carlos Alberto dos Santos Costa Junior, 35 anos.


O investigador da Polícia Civil José Tiago Barros da Costa, da Polícia Civil, é acusado de matar com dois tiros de arma de fogo Carlos Alberto, no dia 30 de novembro de 2025, em frente a uma casa de festas localizada na Rua da Mata com a Rodolfo Chermont, próximo à Rua da Marinha, no bairro da Marambaia.


O caso tramita na 3ª Vara do Tribunal do Júri de Belém, sob a presidência do juiz Cláudio Hernandes Silva Lima. No total foram colhidos depoimentos de 11 testemunhas, sendo cinco da acusação e seis da defesa, além do réu que foi interrogado. O acusado confessou ter feito dois disparo de pistola de sua propriedade, alegando legitima defesa. Ele teria avistado a vítima vir em sua direção com gargalo de garrafa após ambos discutirem, por isso sacou a arma e efetuou o primeiro disparo, como a vitima não caiu fez o segundo disparo, atingindo o peito do advogado.


Ao final dos depoimentos o juiz ouviu as últimas alegações do promotor de justiça, José Rui Barbosa e do assistente de acusação que ratificaram os termos da denúncia em desfavor do réu de autoria em homicídio duplamente qualificado.


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A defesa requereu ao juiz, caso não considerasse a legítima defesa com a absolvição sumária do atirador, que fossem retiradas as qualificadoras. Entretanto, o magistrado manteve o motivo fútil por entender que as causas das qualificadoras estavam evidenciadas no conjunto dos autos.


A primeira qualificadora por motivo fútil foi definida porque a morte foi ocasionada após uma briga entre os dois homens, por supostos olhares do investigador para a namorada do advogado. A segunda qualificadora foi porque o acusado teria usado recurso que dificultou a defesa da vítima ao atingi-la por disparos de arma de fogo. Ainda é possível a interposição de recursos às instâncias superiores.


O caso


Informações apuradas pela reportagem apontam que a confusão teve início dentro do estabelecimento. O policial teria supostamente olhado para a esposa do advogado, que foi até a mesa do servidor para tirar satisfação. A discussão seguiu para a área externa da casa de festas.


Do lado de fora, segundo relatos preliminares de testemunhas, Carlos Alberto teria avançado em direção ao policial segurando uma garrafa de vidro. O investigador tentou correr, mas o advogado se aproximou novamente. Nesse momento, o policial sacou a arma e efetuou os disparos que atingiram e mataram a vítima no local.


Imagens de câmeras de segurança próximas ao ponto do crime mostram o policial, vestindo camisa vermelha, sendo retirado da área instantes após os tiros. A gravação não registra o destino tomado pelo atirador.


No dia seguinte ao episódio, 1º de dezembro de 2025, José prestou depoimento na Divisão de Crimes Funcionais (Decrif) e foi liberado em seguida. Na ocasião, a defesa do suspeito alegou que o servidor se defendeu de agressão de Carlos Alberto. O investigador foi afastado de suas funções e ficou restrito a atividades administrativas, de acordo com a Polícia Civil.