Intercâmbio virtual: universidade do Rio entra para plataforma que reúne alunos de diferentes países em sala de aula
Se hoje já é possível se conectar a diferentes partes do mundo com um toque, por que isso não pode ser mais usado no ensino? É o que defende a professora Mayra Coan Lago, coordenadora de Planejamento, Controle e Processo da Universidade Veiga de Almeida (UVA), para onde ela levou um programa que oferece uma espécie de intercâmbio virtual para alunos, professores e técnicos administrativos.
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A partir do próximo semestre, a universidade estará conectada à plataforma Emovies (Espaço de Mobilidade Virtual no Ensino Superior), da Organização Universitária Interamericana (OUI). A plataforma conta com universidades de todo o continente americano oferecendo mais de 700 cursos complementares à formação do aluno, que pode se candidatar e fazer disciplinas à distância, em matérias síncronas e assíncronas. A duração de cada curso varia de um a quatro meses, com direito a certificado, e as aulas são ministradas em espanhol, inglês, português ou francês.
— No nosso novo planejamento estratégico, temos dois eixos fundamentais: internacionalização e empregabilidade. Pensamos justamente em ampliar a internacionalização, entendendo que é algo além de sair de casa. Nossa comunidade acadêmica é especialmente de alunos que também trabalham, mais de 60% deles certamente, e esse tipo de intercâmbio favorece essa experiência e sem custo adicional — avalia Mayra, que afirma que a UVA será a única instituição do Rio a usar esta plataforma e que já trabalha com ela na Fundação Santo André, em São Paulo, onde também leciona.
A ideia é que, mesmo nas matérias assíncronas, os alunos tenham contato com professores e colegas estrangeiros, através das aulas e de fóruns. Segundo ela, os alunos de Psicologia, Direito e Relações Internacionais são os que mais encontram oferta de cursos na plataforma, mas há opções para diferentes áreas, incluindo as administrativas e biomédicas. Entre as instituições que ela destaca no Emovie, estão a Universidad Nacional de Córdoba, na Argentina; a Universidad de Concepción, no Chile, a Universidad de Guadalajara, no México, e a Universidad Tecnológica del Perú. Também há universidades brasileiras em que os estudantes podem se inscrever. Já entre as americanas e canadenses, poucos cursos estão disponíveis atualmente.
— Percebo que o Emovies tem essa ênfase na América Latina, de nos aproximar e conectar países que têm muito em comum, com histórias e desafios compartilhados — explica a professora.
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Futuramente, a UVA também irá oferecer seus cursos dentro dessa plataforma, para estudantes de fora do país ou da instituição. Todo este processo contribui também para uma melhor avaliação da universidade pelo Ministério da Educação (MEC), já que as experiências internacionais ganharão peso nesta nota a partir deste ano.
— Antes, a internacionalização estava diluída, dentro de outros indicadores avaliados. Agora ela se tornou um indicador próprio, com critérios bem mais estabelecidos. Nós nos inscrevemos no primeiro teste do MEC. Já estávamos pensando antes em entrar no Emovies, mas esta modificação só reforça a certeza de estarmos no caminho certo — destaca Mayra.
Já para quem quer viver um intercâmbio de corpo presente, o Emovies pode ser uma forma de o estudante conhecer melhor a universidade antes de viajar. E ele também pode se inscrever para um curso presencial através da plataforma.
— É interessante ver como essas experiências quebram esse gelo. Tem aluno que vê que o seu espanhol não estava tão enferrujado como pensava, por exemplo, ou que vê que o outro lado também está tentando entendê-lo — conta a coordenadora.
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