Intenções de voto, indecisão e 'medo de Bolsonaro': os reflexos do discurso sobre Bolsa Família na pesquisa Quaest

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

O acirramento das discussões sobre o Bolsa Família, que ganhou centralidade nos últimos dias, já surtiu alguns efeitos na nova pesquisa Quaest, contratada pelo GLOBO e pela TV Globo. Os beneficiários do programa social registraram variações nas intenções de voto, estão mais indecisos na sondagem espontânea e reforçaram o temor de um eventual retorno da família Bolsonaro ao poder. Pesquisa Quaest: Flávio tem 45%, e Lula marca 44%; distância diminui a quatro dias da eleição Na pesquisa estimulada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oscilou dois pontos para cima em uma semana entre os que recebem o auxílio e chegou a 62%, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) recuou quatro pontos e tem 27%. Os movimentos se deram enquanto o patamar visto entre os não-beneficiários ficou na mesma.

Uma das principais variações está na pesquisa espontânea, aquela em que o entrevistado não é apresentado previamente aos candidatos disponíveis. O percentual dos indecisos entre os beneficiários, aqui, mais que dobrou: saiu de 7% para 19%. Trata-se de uma ascensão bem maior que a registrada pelos não-beneficiários, que foram de 8% para 12%. Outro ponto que evidencia as mudanças da semana passada para a atual é a pergunta que testa se o eleitor tem mais medo da continuidade de Lula ou da volta dos Bolsonaro ao governo. Estável no grupo dos que não recebem o auxílio, a curva se abriu entre quem conta com ele.

Agora, 63% temem mais o retorno da família de Flávio, e apenas 23% mencionam a sequência do lulismo como principal temor. O placar era de 58% a 29% na semana passada. Flávio, aliás, é rejeitado por 68% dos beneficiários, e o percentual cai para 48% entre quem não recebe o auxílio. No caso de Lula, a diferença é ainda mais brusca: apenas 27% no grupo dos beneficiários, ante 53% nos demais.

A Quaest ouviu 2.154 eleitores entre os dias 17 e 20 de outubro. Registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-08535/2026, o levantamento tem margem de erro geral de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

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