Inteligência dos EUA investiga como Cuba poderia reagir a ação militar americana, diz TV

Inteligência dos EUA investiga como Cuba poderia reagir a ação militar americana, diz TV

 

Fonte: Bandeira



A rede de TV americana CBS News revelou que a inteligência dos Estados Unidos está analisando como Cuba reagiria a uma ação militar americana. Analistas começaram a observar isso a partir do rastreio de um petroleiro russo com destino a ilha.

Os analistas iriam mostrar para autoridades do governo americano não apenas as consequências, mas também o que poderia acontecer a seguir.

Os planejadores militares dos EUA frequentemente incorporam essa análise ao desenvolver opções para o presidente considerar.

Questionado por repórteres na quarta-feira (20) se haveria uma escalada de tensões em Cuba após a acusação formal dos EUA contra o ex-líder cubano Raúl Castro,Trump respondeu que 'não' e que não achava ser necessário'.

A notícia surge em um momento de aumento de tensões entre Washington e Havana. Desde o início de 2026, foram diversas sanções anunciadas pelo governo Trump, que culminaram em um indiciamento do ex-presidente cubano, Raúl Castro.

O site Axios afirmou que Havana havia obtido mais de 300 drones militares e discutido planos para usá-los em um ataque à base militar americana de Guantánamo, caso as hostilidades com os EUA se intensifiquem.

Após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos indiciar o ex-presidente de Cuba Raúl Castro, o regime cubano classificou a acusação como uma 'acusação vil', rejeitando 'nos termos mais veementes' e chamando de um ato 'desprezível e infame de provocação política'.

Havana enfatizou que a acusação 'se baseia na manipulação desonesta do incidente', reiterando sua alegação de que a queda da aeronave sob o qual Raúl é acusado ocorreu 'sobre o espaço aéreo cubano'.

No entanto, Havana reiterou que 'a resposta de Cuba à violação de seu espaço aéreo constituiu um ato de legítima defesa , protegido pela Carta das Nações Unidas, pela Convenção de Chicago sobre Aviação Civil Internacional de 1944 e pelos princípios da soberania aérea e da proporcionalidade'.

'É de puro cinismo que essa acusação esteja sendo feita pelo mesmo governo que assassinou quase 200 pessoas e destruiu 57 embarcações em águas internacionais do Caribe e do Pacífico', acrescentou o comunicado, destacando que a 'acusação espúria' contra Castro 'faz parte das tentativas desesperadas de elementos anticubanos de construir uma narrativa fraudulenta para justificar a punição coletiva e impiedosa contra o nobre povo cubano'.

Ex-presidente de Cuba, Raúl Castro.

ADALBERTO ROQUE / AFP

Além disso, o atual presidente cubano Miguel Díaz-Canel afirmou que a acusação 'apenas demonstra a arrogância e a frustração que a firmeza da Revolução Cubana e a unidade e força moral de sua liderança provocam nos representantes do império'.

Ele reiterou que a acusação contra Castro 'busca reforçar o caso que estão fabricando para justificar a insensatez de uma agressão militar contra Cuba'.

O presidente afirmou que 'a estatura ética e o espírito humanista de seu trabalho refutam quaisquer acusações caluniosas feitas contra o General do Exército Raúl Castro'. Ele ainda descreveu as acusações como uma 'tentativa ridícula de diminuir sua estatura heroica'.

Entenda a acusação contra Raúl Castro

Membros das forças armadas seguram imagens do ex-presidente cubano Raúl Castro e do falecido líder cubano Fidel Castro.

YAMIL LAGE / AFP

A Justiça dos Estados Unidos acusou criminalmente o ex-presidente cubano Raúl Castro por assassinato e conspiração. O indiciamento foi anunciado em Miami pelo chefe do Departamento de Justiça, Todd Blanche.

O irmão de Fidel Castro, que hoje tem 94 anos e era ministro da Defesa na época dos fatos, é responsabilizado pelo abate de dois aviões civis americanos por caças cubanos em 1996. Quatro pessoas morreram no episódio.

As duas aeronaves de pequeno porte haviam decolado de Miami e pertenciam a uma organização de exilados cubanos que costumava sobrevoar a região para lançar panfletos contra o regime comunista.

Em meio ao aumento das tensões, chegou nesta quarta-feira ao Caribe o porta-aviões dos Estados Unidos USS Nimitz.

Apesar da forte pressão do governo americano para forçar uma mudança de regime em Havana, Donald Trump negou que a medida vá provocar uma escalada de violência ou um conflito armado na região.

No dia em que a comunidade de exilados comemorou a independência de Cuba, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, mandou um recado direto aos moradores da ilha.

Em um pronunciamento feito em espanhol, o chefe da diplomacia americana — que é filho de cubanos — ofereceu uma ajuda humanitária de 100 milhões de dólares e prometeu uma nova era nas relações bilaterais, caso o atual regime seja encerrado.

Em resposta às acusações, a Embaixada de Cuba nos Estados Unidos afirmou que Marco Rubio mentiu e que o governo americano está submetendo a nação insular à crueldade.