Integrantes do governo avaliam que perfil ideológico não seria motivo para Brasil barrar novo embaixador dos EUA
Integrantes do governo avaliam que o perfil ideológico alinhado com a ala radical do trumpismo não seria um motivo para o Brasil barrar a indicação de Daniel Perez para ser embaixador dos Estados Unidos no país.
Perez só seria rejeitado pelo Brasil caso sejam encontradas manifestações dele contra o país ou o povo brasileiro, segundo esses interlocutores. Antes de anunciarem publicamente o indicado para uma embaixada os países costumam fazer uma consulta sigilosa chamada de "agrément".
O país que receberá o representante diplomático faz uma pesquisa sobre o indicado e dá o sinal verde. Por causa das normas diplomáticas estabelecidas pela Convenção de Viena,o Itamaraty não confirma se o Estados Unidos enviaram o agrément de Perez.
De acordo com um auxiliar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é positivo que Trump tenha enfim indicado um embaixador no Brasil depois de o posto ficar vago por quase um ano e meio.
A embaixada dos Estados Unidos no Brasil tem como principal diplomata no momento, no momento, o encarregado de negócios Gabriel Escobar.
A expectativa no governo brasileiro é que Perez só chegue ao país em alguns meses, talvez próximo do fim do ano. O indicado por Trump ainda precisa ser aprovado pelo Senado americano.
Perez faz parte do movimento Maga, o Make America Great Again. Alinhado ao secretário de Estado, Marco Rubio, alvo de críticas de Lula, o indicado para embaixador no Brasil também é de uma família de origem cubana. Os dois são da Flórida.
Perez costuma criticar o regime comunista do país de seus antepassados e outros governos de esquerda da América Latina. Filiado ao Partido Republicano, Daniel Perez é presidente da Câmara dos Representantes da Flórida.
O posto de embaixadora dos Estados Unidos no Brasil era ocupado até o fim de 2024 por Elizabeth Bagley, nomeada pela gestão do democrata Joe Biden em 2023. Depois que Bagley deixou o cargo, Trump não nomeou um novo embaixador.
