Instrutor de mergulho britânico morre após subida rápida durante exploração de naufrágio em Malta

 

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Um instrutor de mergulho britânico morreu poucos minutos após iniciar a exploração de um navio naufragado em Malta, segundo concluiu um inquérito realizado no Reino Unido, nesta semana. Darrel Nicholas Pascoe, de 66 anos, sofreu uma parada cardíaca depois de subir rapidamente à superfície durante um mergulho nos destroços do submarino P29, em 12 de outubro do ano passado, enquanto passava férias com a esposa.

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Pascoe estava submerso havia cerca de três minutos, acompanhado por um parceiro, quando sinalizou que queria encerrar a atividade. De acordo com a investigação conduzida em Truro, na Cornualha, na Inglaterra, ele ascendeu diretamente à superfície sem cumprir os procedimentos de segurança destinados a evitar danos relacionados à pressão.

Causa da morte e circunstâncias do mergulho

O inquérito apontou que a causa da morte foi um barotrauma pulmonar fatal associado ao mergulho, provocado pela subida muito rápida. Os investigadores destacaram que não se tratou de doença da descompressão, condição específica em que gases como o nitrogênio se acumulam nos tecidos do corpo.

De acordo com a imprensa britânica, após o colapso, Pascoe foi retirado da água pelo companheiro de mergulho, com auxílio de outra pessoa. Tentativas de reanimação cardiopulmonar foram feitas até a chegada dos serviços de emergência, que o encaminharam ao Hospital Mater Dei, em Msida, onde a morte foi confirmada.

Durante a audiência, foi informado que o instrutor não mergulhava havia cerca de 18 meses e possuía um problema cardíaco não diagnosticado. Também ficou registrado que ele não apresentou um atestado médico recente comprovando aptidão para a atividade, optando por uma escola de mergulho que dispensava essa exigência em razão de sua experiência anterior.

O patologista consultor do Royal Cornwall Hospital, Thomas Grigor, afirmou que exames médicos realizados em Malta provavelmente não detectariam a condição cardíaca e avaliou que ela teve, no máximo, um papel secundário no desfecho. Segundo ele, há diversas hipóteses para a subida abrupta, incluindo mal-estar súbito ou falha de equipamento, mas a dificuldade em equalizar a pressão — situação que pode causar dor intensa — foi considerada a explicação mais provável.

Ao registrar a conclusão oficial, o legista assistente da Cornualha e das Ilhas Scilly, Guy Davies, afirmou que Pascoe era considerado saudável e experiente, mas que não foi possível determinar o motivo exato da ascensão acelerada. “O Sr. Pascoe morreu de barotrauma pulmonar relacionado ao mergulho, após uma subida rápida por razões desconhecidas”, declarou.