Inscrições para o Prêmio Jovem Cientista já estão abertas

 

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As inscrições para a 32ª edição do Prêmio Jovem Cientista já estão abertas e poderão ser feitas até o dia 31 de julho no site jovemcientista.cnpq.br. A edição deste ano terá como tema “Inteligência artificial para o bem comum” e pretende estimular estudantes e pesquisadores brasileiros a desenvolver projetos que usem a tecnologia para enfrentar desafios sociais.

A premiação é voltada a estudantes do ensino médio e da graduação, além de mestres e doutores, que podem apresentar pesquisas autorais relacionadas a diferentes áreas. A proposta desta edição é incentivar o uso da inteligência artificial em soluções que contribuam para reduzir desigualdades, promover sustentabilidade e ampliar direitos.

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Entre as linhas sugeridas estão aplicações da IA em tecnologia, saúde, educação, meio ambiente, cultura, mercado de trabalho, direito e políticas públicas. Os projetos também podem abordar temas como regulação da tecnologia, proteção de dados, vieses algorítmicos e os impactos da automação na sociedade.

Para Cassiano D’Almeida, coordenador de execução e difusão de prêmios nacionais e internacionais do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o tema acompanha um debate que hoje ocupa espaço central nas discussões sobre tecnologia.

— A inteligência artificial é uma das grandes ferramentas do nosso tempo e tende a estar cada vez mais presente nas atividades digitais. Esperamos que os projetos inscritos ajudem não só a ampliar as aplicações da IA em benefício da sociedade, mas também a aprofundar o debate sobre seus impactos — afirma.

Na categoria destinada a estudantes do ensino médio, a expectativa é que os trabalhos dialoguem com o cotidiano escolar e comunitário, explorando possibilidades como inclusão digital, combate à desinformação e uso da tecnologia em iniciativas educativas e culturais.

Os trabalhos das categorias Mestre e Doutor, Estudante do Ensino Superior e Estudante do Ensino Médio serão avaliados com base em critérios como mérito científico e relevância para o desenvolvimento científico e tecnológico do país, aplicação prática da pesquisa para solucionar problemas concretos, originalidade e contribuição para o avanço do conhecimento, além da qualidade do texto e da apresentação.

A pontuação máxima soma 100 pontos, distribuídos entre esses quesitos, e trabalhos que apresentem plágio ou uso antiético de inteligência artificial serão desclassificados. Os resultados serão divulgados até novembro.

Um dos principais reconhecimentos científicos do país, o prêmio oferece laptops, bolsas de pesquisa e valores em dinheiro que variam de R$ 5 mil a R$ 40 mil. A iniciativa é do CNPq em parceria com a Fundação Roberto Marinho, com patrocínio da Shell e apoio de mídia da Editora Globo e do Canal Futura.