Ingrid Silva fala sobre decisão de sair do Dance Theatre of Harlem, em Nova York: 'Transição para algo maior'
A bailarina Ingrid Silva é uma das estrelas de H&M&RIO, série de fotografias assinadas por Rafael Pavarotti para a People & Perspective, plataforma da marca sueca que acaba de abrir sua primeira loja no Rio. “Foi especial voltar ao Brasil e fazer esse trabalho, que representa tão bem a minha cidade”, comenta a carioca, que, após 18 anos, está de saída do Dance Theatre of Harlem, em Nova York.
O GLOBO: O que te motivou a sair da companhia de balé novaiorquina?
Ingrid: Não é um ciclo que se encerra, porque sempre vou fazer parte da história da companhia. Mas, sim, uma transição para algo maior que quero fazer na minha vida, que é coreografar.
O GLOBO: Você acha que a moda está finalmente está acompanhando as mudanças de diversidade que a dança também vem pedindo há anos?
Ingrid: Acho que a moda tem mudado cada vez mais, a gente vê uma maior variedade de corpos hoje. Acho que finalmente estamos conseguindo quebrar certos estereótipos, fazer com que todos os corpos sejam vistos como corpos comuns. E na dança é a mesma coisa: antigamente só tinha sapatilhas de uma mesma cor, e hoje a gente vê essa grande mudança.
O GLOBO: Tem alguma peça de roupa que te faça se sentir poderosa?
Ingrid: Acho que, por ser mãe, e pensando em algo prático, um ótimo jeans, combina com tudo. Com salto, principalmente, em festas, e vestidos de vários cortes e cores. O colorido é muito importante na minha vida. Aqui em Nova York, onde moro, todo mundo opta por cores mais sóbrias, mas saio dessa regra.
O GLOBO: Você é mãe de Laura, de 5 anos. Qual o legado que você pretende deixar para ela?
Ingrid: O legado que eu quero deixar pra Laura e que ela seja independente, segura de si, e saiba da sua importância em cada espaço que ocupa e almeja.
