Inflação da indústria sobe 4,80% em 2026, até maio, maior resultado da série histórica do IBGE
A inflação da indústria subiu 4,80% em 2026, até maio, de acordo com o do Índice de Preços ao Produtor (IPP), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é o maior para o período desde o início da série histórica da pesquisa, em 2014. Em igual período de 2025, houve queda de 1,89% dos preços.
O índice é conhecido como a inflação da indústria ou de “porta de fábrica”, por considerar os preços sem impostos e fretes.
O resultado foi influenciado principalmente pelas altas expressivas em diversas atividades nos meses de março e abril, após o início da guerra no Oriente Médio. Em maio, o IPP recuou 0,30%, mas a variação está longe de compensar as altas dos preços para a indústria de 2,28% em março e 2,62% em abril.
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Na alta acumulada de 4,80% do IPP em 2026, até maio, as principais contribuições vieram de outros produtos químicos (alta de 20,28% no preço e impacto de 1,57 ponto percentual); refino de petróleo e biocombustíveis (aumento de 8,27% e influência de 0,81 ponto percentual); indústrias extrativas (expansão de 15,78% dos preços e 0,68 ponto percentual); e borracha e plástico (alta de 14,78% e 0,58 ponto percentual).
O aumento de preços na atividade de borracha e plástica foi puxado principalmente pela fabricação de produtos de plástico, com alta de 6,59%. Apenas nos últimos três meses, de março a maio, a alta foi de 21,83%.
Geraldo Magela/Agência Senado
