Indonésia e Japão estreitam parceria militar em meio à liberação japonesa de exportação de armas
Os ministros da Defesa da Indonésia e do Japão se reuniram em Jacarta nesta segunda-feira para assinar um acordo de cooperação em defesa, destacando a necessidade de preservar a paz e a estabilidade regional em meio à crescente turbulência global.
De olho nas manobras: Favoritos, democratas temem tentativa de roubo de eleição legislativa por Trump
Vídeo: Três pessoas morrem e 38 ficam feridas após acidente durante exibição de monster truck na Colômbia
O ministro da Defesa da Indonésia, Sjafrie Sjamsoeddin, afirmou que assinaria um acordo com seu homólogo japonês, Shinjiro Koizumi. No entanto, os detalhes do pacto não foram divulgados publicamente, e não houve confirmação oficial de que o documento tenha sido efetivamente assinado.
O Ministério da Defesa do Japão informou que Koizumi busca fortalecer os intercâmbios nas áreas de “equipamentos e tecnologia de defesa”.
Tóquio flexibilizou, no mês passado, uma restrição de décadas sobre exportações de armas, permitindo que empresas japonesas vendam armamentos letais para qualquer um dos 17 países com os quais o Japão mantém acordos de defesa.
O presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, ex-general do Exército, vem pressionando pela modernização dos equipamentos militares obsoletos do país desde que assumiu o cargo, em 2024.
Após a visita à Indonésia, Koizumi seguirá para as Filipinas, onde as forças japonesas participam de um exercício militar conjunto que também envolve os Estados Unidos.
Nesta segunda-feira, Koizumi afirmou que a cooperação em defesa com a Indonésia “contribuiria para a paz e a estabilidade... de toda a região”, em meio a “uma situação internacional cada vez mais complexa e tensa”.
Ele também declarou a repórteres que discutiria segurança marítima e exercícios conjuntos com Sjafrie.
Equilíbrio diplomático
No mês passado, a Indonésia concluiu um pacto de cooperação em defesa com os Estados Unidos, concordou em ampliar os laços de segurança com a França e firmou um acordo petrolífero com a Rússia.
Jacarta, embora sustente uma política diplomática não alinhada, chamada de “livre e ativa”, aderiu no ano passado ao bloco BRICS de economias emergentes, que inclui Rússia e China — principal rival estratégico dos EUA.
Prabowo também assinou um acordo comercial com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e aderiu ao seu chamado “Conselho da Paz”.
Na semana passada, Jacarta afirmou que ainda analisava um pedido dos EUA para autorização irrestrita de sobrevoo, o que, se aprovado, segundo analistas, poderia ser interpretado como um alinhamento com Washington em relação a Pequim.
Posição estratégica
A Indonésia ocupa uma posição estratégica no Estreito de Malaca, o ponto de estrangulamento mais movimentado do mundo para o transporte de petróleo e derivados, segundo a Administração de Informação Energética dos Estados Unidos.
A grande maioria do petróleo destinado à China passa por essa rota marítima.
