247 – Os preços das locações residenciais no país apresentaram estabilidade no décimo mês do ano, após o Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR) assinalar ligeiro recuo de 0,01% em outubro de 2026, movimento que puxou a taxa acumulada em 12 meses para 4,47% — ante os 5,08% registrados em setembro —, aponta o FGV IBRE.
Esta trajetória descendente na medição anual reflete uma desaceleração progressiva no mercado imobiliário, alcançando agora seu menor patamar desde junho. O economista Matheus Dias, do FGV IBRE, contextualiza que a desaceleração observada é gradual e decorre, em parte, de uma comparação com a base elevada do ano anterior, sem indicar uma reviravolta estrutural no setor.
“A taxa de variação dos aluguéis em 12 meses segue em trajetória de desaceleração, passando de 5,08% em setembro para 4,47% em outubro, o menor patamar desde junho desse ano. Parte desse movimento reflete o efeito de base, já que outubro de 2025 teve uma alta expressiva.
O ambiente de crédito imobiliário ainda restritivo e a oferta limitada de imóveis para locação seguem sustentando os preços, de modo que a desaceleração é gradual e não indica, por ora, mudança de cenário”, afirma Matheus Dias, economista do FGV IBRE. O desempenho regional entre setembro e outubro expôs dinâmicas opostas nas quatro capitais analisadas.
Na ponta positiva, o Rio de Janeiro liderou as elevações ao registrar taxa de 0,37%, o maior avanço do período. Em Belo Horizonte, o mercado local saiu da neutralidade registrada no mês anterior (0,00%) e anotou um ligeiro incremento de 0,18%.
Em contrapartida, as praças de São Paulo e Porto Alegre puxaram os índices para baixo. A capital paulista teve recuo mensal de 0,12% nos preços.
A retração mais pronunciada ocorreu na capital gaúcha, onde os contratos de aluguel residencial registraram queda de 0,13%, a variação negativa mais intensa do levantamento, aprofundando a perda de ritmo observada no mês anterior.
Brasil 247