Incêndio no Sul da Espanha já consumiu área equivalente a 9 mil campos de futebol
O incêndio que consome o sul da Espanha desde quinta-feira (09), e que deixou pelo menos 12 mortos na província de Almería, já destruiu 6.600 hectares, uma área equivalente a 9.240 campos de futebol.
Apesar da enorme área consumida pelas chamas, o responsável regional de Emergências, Antonio Sanz, afirmou à imprensa que houve na evolução "favorável" nos esforços para apagar o fogo.
na última noite, o responsável regional de Emergências, Antonio Sanz, neste sábado (à imprensa).
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"A evolução noturna foi favorável e as condições meteorológicas nos permitem encarar o dia com melhores perspectivas do que ontem" – explicou Sanz, afirmando que este será o primeiro dia em que se poderá "trabalhar no ataque ao incêndio", após dias focados unicamente na "defesa".
O fogo começou na quinta-feira na região de Los Gallardos, uma área de orografia acidentada na província andaluza de Almería, cheia de barrancos e casas isoladas, surpreendendo aqueles que tentavam fugir, segundo as primeiras investigações.
As chamas deixaram também, até o momento, oito feridos, quatro deles em estado mais grave, e forçaram a retirada de cerca de 1.400 pessoas.
Centenas de bombeiros, com meios aéreos e terrestres, trabalham na região para controlar o que já é um dos piores incêndios da história recente da Espanha.
Caminhão de bombeiros na área do incêndio florestal em Bedar, no distrito de Los Gallardos.
JOSE JORDAN / AFP
"A melhor notícia que poderíamos ter é que não haja novidades em relação a novas vítimas", destacou o responsável andaluz de Emergências diante dos jornalistas.
"A Guarda Civil vasculhou todas as áreas e nos informou que não encontrou mais ninguém.
Isso não impede nem significa que não possa acontecer, mas, logicamente, é animador", acrescentou.
Assim como já havia feito na véspera o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, Sanz mostrou-se cauteloso quanto ao número de desaparecidos.
"Devemos ser prudentes ao afirmar que existem 23 desaparecidos, não é bem assim", pediu.
"Estamos falando de pessoas com quem os familiares não conseguem contatar, mas que podem estar em abrigos."
Até o momento, a Guarda Civil recebeu sete denúncias de desaparecimento, indicou, mas até que sejam feitas as autópsias e identificações dos corpos encontrados, não será possível estabelecer um balanço definitivo, já que essas pessoas podem estar entre os mortos localizado
