A Polícia Federal iniciou a perícia na última quinta-feira a perícia no prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) com a utilização de um drone e de um robô com câmera para visualizar os danos dentro do imóvel. Neste momento, o local ainda está isolado por falta de segurança. A investigação também analisa arquivos de câmeras de segurança e registros de quem estava no campus na noite do incêndio, que foram fornecidos pela universidade. Incêndio na UFPE: MEC anuncia R$ 100 milhões para repor equipamentos e R$ 28 milhões para reconstrução de prédio Após incêndio: UFPE anuncia prorrogação de bolsas e doutorado-sanduíche no exterior para estudantes afetados Só depois que a estrutura for estabilizada é que peritos irão ao local. O serviço para evitar desmoronamento e preservar a estrutura durante a perícia será feito por uma empresa já contratada pela UFPE. Segundo o reitor, será feito um aditivo ao contrato em vigor, e as intervenções devem começar em até 15 dias. De acordo com Rodrigo Bastos, delegado regional executivo da Polícia Federal, eles irão do Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília, para Recife, para fazer a análise. — Vamos tentar identificar o que deu início ao incêndio e reconstituir a dinâmica dos fatos no local, nos momentos que antecederam esse evento. Então, as diligências estão em andamento. O inquérito está instaurado, houve várias oitivas hoje, continuarão amanhã e nos próximos dias — afirmou. De acordo com o reitor Alfredo Gomes, o prédio era antigo, mas passava por manutenção regular. Segundo ele, os materiais inflamáveis armazenados nos laboratórios estavam adequadamente acondicionados e não teriam sido a causa do incêndio. Durante a pandemia, o local foi utilizado para estudos relacionados à Covid-19. Antes disso, funcionava no local um restaurante universitário. Segundo a universidade, o fogo se espalhou rapidamente devido ao tipo de produtos armazenados no local. Após o incêndio, o prédio foi isolado pela Superintendência de Infraestrutura da UFPE e por outras equipes responsáveis pela área. O reitor esteve no local e acompanhou a atuação do Corpo de Bombeiros, acionado após o início do fogo. A universidade ainda fará uma avaliação da situação e dos danos provocados pelo incêndio.
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Incêndio na UFPE: Polícia Federal usa robô e drone para perícia enquanto prédio ainda corre risco de desabar
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O Globo
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