Incêndio em prédio que deixou três mulheres mortas na Espanha é investigado como feminicídio; homem foi preso
Um homem foi preso em conexão com a morte de três mulheres em um incêndio criminoso na noite de terça-feira em um prédio em Miranda de Ebro, no norte da Espanha, no que as autoridades estão tratando como um crime de gênero.
Vídeo: Cena rara de grupo de golfinhos em rio surpreende moradores de Nova York
‘Descontrolado’? Satélite da Nasa deve cair na atmosfera da Terra quase 14 anos após lançamento
— Esta manhã, o suposto autor se entregou à delegacia e está sob custódia — disse à imprensa o Delegado Adjunto do Governo em Burgos, Pedro de la Fuente. Ele garantiu que "todas as investigações necessárias estão em andamento para esclarecer" as circunstâncias do incidente.
Na noite de quarta-feira, o Ministério da Igualdade confirmou que se tratava de "um feminicídio por violência de gênero", no qual "uma mulher de 58 anos" foi "supostamente assassinada por seu companheiro de 59 anos".
Segundo o jornal El País, citando fontes próximas à investigação, o homem preso, que tem histórico de violência de gênero, iniciou o incêndio ateando fogo em objetos na entrada do prédio.
Além da espanhola de 58 anos, uma colombiana de 24 anos e uma espanhola de 78 anos também morreram no incêndio.
Os serviços de emergência informaram que atenderam um total de sete pessoas após o incêndio que começou na noite de terça-feira em Miranda de Ebro, uma cidade com cerca de 37 mil habitantes, localizada a cerca de 60 quilômetros ao sul de Bilbao.
"Duas pessoas morreram no local e outras cinco foram transportadas, embora uma delas tenha falecido posteriormente no hospital", afirmou o centro de emergência da região de Castela e Leão em um comunicado à imprensa.
Entre os feridos levados para centros médicos estavam duas crianças, de 11 e 7 anos, especificou a mesma fonte.
“Meu mais sentido pesar e carinho às famílias das pessoas falecidas, e meus melhores desejos de pronta recuperação aos feridos”, escreveu na rede X o presidente da região de Castela e Leão, Alfonso Fernández Mañueco, que afirmou estar “consternado” com o ocorrido.
A câmara municipal declarou três dias de luto oficial pelo ocorrido, segundo um comunicado.
