O pedido de impeachment contra o presidente do Paraguai, Santiago Peña, e o vice-presidente Pedro Alliana foi protocolado por deputados da oposição em 5 de novembro de 2026, após a paralisação operacional do Ueno Bank deixar cerca de 3 milhões de correntistas sem acesso aos próprios recursos financeiros.
A dimensão da crise bancária desatou uma onda imediata de pressão política e popular em Assunção, obrigando o Legislativo a acelerar os trâmites institucionais. Diante do agravamento do quadro, o presidente da Câmara dos Deputados do Paraguai, Raúl Latorre, convocou duas sessões extraordinárias para avaliar a admissibilidade das representações que miram a destituição da chapa presidencial, ambas vinculadas ao governista Partido Colorado.
Parlamentares opositores sustentam que a inércia dos órgãos fiscalizadores e a condução política diante do colapso sistêmico da entidade privada comprometeram a ordem econômica e a subsistência direta de milhões de cidadãos paraguaios, configurando crime de responsabilidade na gestão da emergência financeira nacional.
Manifestantes já haviam ocupado as imediações da sede bancária em 4 de novembro de 2026, exigindo respostas imediatas das autoridades regulatórias e a devolução integral das quantias retidas. A tensão institucional ganhou tração parlamentar acelerada.
Um post compartilhado por Santiago Peña (@santipenapy) O rito de responsabilização política no parlamento paraguaio exige maiorias qualificadas para avançar ao Senado, instância responsável pelo julgamento formal dos mandatários denunciados por má conduta ou quebra de dever constitucional.
O Partido Colorado, legenda que abriga tanto Peña quanto Alliana e a própria liderança da Mesa Diretora da Câmara, enfrenta agora o desafio de conter a debandada de aliados regionais pressionados pelo desgaste popular gerado pela crise bancária.
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