Imóvel nos fundos do Chafariz da Glória será cedido à iniciativa privada após restauração do monumento
O processo de revitalização do Chafariz da Glória, marco do fornecimento público de água no Rio a partir do fim do século XVIII e patrimônio tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), inclui um imóvel de dois andares localizado atrás da estrutura, no bairro da Glória, na Zona Sul do Rio. Ao final da obra, previsto para dezembro, o prédio será cedido à iniciativa privada.
Cenário de 'A nobreza do amor', nova novela da Globo: Veja como visitar a Fortaleza de Santa Cruz, em Niterói
Bairro Presente: Copacabana vai receber duas novas bases de segurança
A Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio (Cedae), responsável pelas obras, investe cerca de R$ 2,8 milhões na recuperação do chafariz e do edifício de dois andares, onde já funcionou uma elevatória de água. Originalmente, a estrutura serviu para abastecer parte da Zona Sul do Rio: a água era bombeada do Aqueduto da Carioca (Arcos da Lapa), por um sistema de bombas que ficava no imóvel de dois andares.
Imóvel atrás do Chafariz da Glória está passando por revitalização da parte interna
Divulgação/Luis Alvarenga
As intervenções já estão em curso, e se concentram atualmente no restauro estrutural e na renovação dos sistemas hidráulico e elétrico. Após a conclusão das obras, prevista para dezembro de 2026, o imóvel será alugado à iniciativa privada por meio de concorrência.
O futuro ocupante poderá explorar o espaço comercialmente, mas deverá garantir que o chafariz permaneça em funcionamento, além de ficar responsável pela manutenção do prédio e da estrutura, sob fiscalização da Cedae. Segundo sugestões de projeto feitas pela companhia, o local poderá contar com um terraço com mesas e cadeiras, para convivência.
Simulação do resultado final do projeto de revitalização do Chafariz da Glória: ocupante do prédio que fica nos fundos do chafariz poderá explorar terraço
Divulgação / Cedae
O Chafariz da Glória passou por ao menos duas restaurações nos últimos três anos. A intervenção mais recente, em 2024, havia sido motivada por constantes atos de vandalismo que resultaram em pichações, danos à estrutura e furto de peças de bronze, incluindo uma das rosáceas (estrutura decorativa que permite a passagem de luz).
Initial plugin text
