A International Meal Company (IMC) disse nesta sexta-feira (18) que não há no momento nenhum instrumento para a realização de qualquer operação de compra, venda ou combinação de negócios, mas não fez comentários sobre a existência de conversas preliminares para uma fusão com o fundo de alimentação da gestora de private equity Vinci Compass.
Questionada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a respeito de publicação do Valor relativa aos contato iniciais para um acordo entre as partes, a empresa não negou esta informação e não deu informações adicionais sobre um eventual instrumento firmado para um acordo. A empresa afirmou, em comunicado, que não há no momento “nenhum instrumento para a realização de qualquer operação de compra, venda e/ou combinação de negócios como mencionado na referida notícia”. O Valor não informou que existiria qualquer instrumento já negociado para uma futura associação, mas que há um contato inicial para um acordo, e que os sócios e membros do conselho da empresa e a gestora estão em fase de troca de informações financeiras sobre a IMC. “A companhia permanece atenta a oportunidades de mercado e manterá seus acionistas e o mercado em geral informados acerca de quaisquer atos ou fatos relevantes que envolvam a companhia, nos termos da regulação aplicável”, informou a IMC. Na quinta-feira, o Valor divulgou que a Vinci tem um projeto de associação com o grupo que destravaria valor para a IMC, segundo fontes, sendo que o interesse da operadora dos restautantes Outback no Brasil é, em especial, pelo Frango Assado. A Vinci entrou no Outback em novembro de 2024, quando o VCP IV, seu quarto fundo de private equity, comprou 67% da operação brasileira da Bloomin’ Brands, que inclui também Abbraccio e Aussie. A transação avaliou o negócio em R$ 2,06 bilhões Com cerca de 540 lojas, a IMC é controladora das redes de restaurante Frango Assado, Pizza Hut, Viena, Batata Inglesa, entre outras, e uma fusão poderia criar um grupo de R$ 5,5 bilhões em faturamento. Um acordo com a IMC, caso evolua, seria feito por meio desse mesmo fundo. A Domino’s Pizza, também controlada pela gestora, está em outro veículo, o VCP III. A possibilidade de combinação já chegou a acionistas e membros do conselho de administração da IMC, que estão abertos a ouvir uma proposta.
O mercado calcula que o valor das empresas somadas estaria na faixa de R$ 4 bilhões, mas fontes próximas à gestora não confirmam a cifra. “Não chegou-se a falar de preço e fechar valuation ainda, mas está claro o que isso pode destravar valor para IMC e dar um novo tamanho ao portfólio da Vinci”, diz uma fonte. O modelo em análise, segundo pessoas a par do tema, poderia envolver uma incorporação em que a Vinci ficaria como controladora da empresa combinada.
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