Vídeos mostram os estragos provocados pelo furacão Isaías na Flórida, nos Estados Unidos. As imagens registram estruturas cedendo à força dos ventos, palmeiras sendo sacudidas por rajadas intensas e ruas atingidas pela chuva durante a passagem da tempestade pelo noroeste do estado, na noite de sexta-feira (9).
O fenômeno chegou à região como um furacão de categoria 2 e avançou pelo continente, deixando centenas de milhares de clientes sem energia elétrica. Sudeste terá temporais e ventos acima de 90 km/h no fim de semana; ciclone extratropical aumenta risco no Sul
Após viver seu verão mais quente, Inglaterra tem mais de 80% de seu território em situação de seca A tempestade também levou moradores a tomar medidas preventivas antes de atingir a costa.
Em Pensacola, pessoas utilizaram sacos de areia para tentar impedir a entrada de água em estabelecimentos comerciais. Imagens registradas na região mostram a preparação de imóveis diante da aproximação do fenômeno.
Veja vídeos: O vice-governador da Flórida, Jay Collins, comparou a chegada do furacão à passagem de um trem de carga.
Em entrevista à Fox News na sexta-feira, ele afirmou que a tempestade avançou rapidamente e alertou para a possibilidade de danos significativos. — Isso atingiu como um trem de carga.
Foi rápido. Veio como um soco de Mike Tyson — disse Collins.
Centenas de milhares de clientes ficam sem energia O impacto de Isaías sobre o fornecimento de eletricidade atingiu também estados vizinhos.
Na manhã de sábado (10), cerca de 430 mil clientes estavam sem energia na Flórida, segundo o PowerOutage.us, serviço que monitora interrupções no fornecimento. No Alabama, aproximadamente 306 mil clientes também estavam sem luz, enquanto quase 47 mil enfrentavam o mesmo problema na Geórgia.
Somados, os números se aproximavam de 800 mil clientes afetados nos três estados. Na Flórida, o governo mobilizou equipes para atender ocorrências relacionadas à tempestade e preparar a resposta aos danos.
Segundo Collins, mais de 5 mil integrantes da Guarda Nacional estavam de prontidão, além de 400 membros da Guarda Estadual. Cerca de 6 mil veículos e trabalhadores do setor elétrico também estavam preparados para atuar na recuperação do fornecimento de energia.
As autoridades pediram que os moradores evitassem sair de casa enquanto persistissem as condições perigosas. O vice-governador alertou especialmente para os riscos associados a fios elétricos caídos, áreas alagadas e estruturas danificadas.
— Depois que a tempestade passa, o risco não acaba. Não saiam, não entrem em poças ou áreas alagadas e fiquem atentos aos cabos elétricos.
Tenham extrema cautela — afirmou Collins. Furacão perde força, mas mantém riscos
Isaías atingiu a região de Destin por volta das 20h30 de sexta-feira, no horário local, com ventos sustentados próximos de 169 km/h. Antes de chegar à costa, o sistema havia alcançado a categoria 3 sobre o oceano, com ventos entre 178 km/h e 208 km/h, segundo a escala Saffir-Simpson, utilizada para classificar a intensidade dos furacões.
Depois de avançar sobre o continente, o fenômeno perdeu força e foi reclassificado como ciclone pós-tropical. A mudança de classificação, no entanto, não significou o fim dos perigos associados à tempestade.
A previsão indicava a possibilidade de chuvas intensas, inundações repentinas e tornados em partes do sudeste dos Estados Unidos. O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos alertou que os efeitos do sistema ainda poderiam representar risco à vida, mesmo com a diminuição dos ventos.
A previsão incluía acumulados expressivos de chuva em áreas da Flórida, do Alabama e da Geórgia, além de regiões das Carolinas. As autoridades também advertiram para a possibilidade de elevação do nível da água em áreas costeiras e para os riscos de circulação em estradas atingidas por alagamentos ou bloqueadas por árvores e outros destroços.
Antes da chegada da tempestade, os governos estaduais haviam declarado situação de emergência para facilitar a mobilização de equipes e recursos. A preparação incluiu alertas de evacuação em áreas vulneráveis e medidas para reduzir os riscos à população.
O Globo