Imagens mostram ataque de drones ucranianos a centro de mísseis russos na Crimeia, veja vídeo da operação

 

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Ucrânia e Rússia estão em guerra há pouco mais de quatro anos. O tema já se tornou comum no Leste Europeu, mas algumas imagens ainda chamam a atenção, muitas vezes usadas inclusive para engajar a população no apoio para o conflito. Na última terça-feira (28), o Comando de Operações Especiais das Forças Armadas da Ucrânia divulgou um vídeo em que drones sobrevoam centro de mísseis russos na Crimeia.

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"Na noite de 28 de abril, drones das unidades de ataque médio do CSO atingiram o local de armazenamento dos complexos de mísseis operacionais-táticos de Iskander. O equipamento escondido estava localizado no território da antiga base de mísseis perto da vila de Ovra žky, 40 quilômetros a leste da ocupada Simferopol. A partir daí, os foguetes poderiam chegar à linha de frente ou nas cidades traseiras da Ucrânia em minutos. Seguidores do Movimento de Resistência gravaram repetidamente os lançamentos de mísseis inimigos a partir deste local. O SSO continua com ações assimétricas para a demolição estratégica do inimigo para liderar uma guerra contra a Ucrânia", informou o comunicado das forças militares, nas redes sociais.

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Simferopol é um território na península da Crimeia e o local tem um simbolismo especial para a guerra. Ela fica ao sul da Ucrânia e pertencia ao país até 2014, quando o mandatário russo Vladimir Putin anexou a região, após um referendo não reconhecido por Kiev e pela comunidade internacional. A anexação da Rússia provocou uma onda de sanções internacionais, que foram drasticamente endurecidas desde o início da ofensiva russa na Ucrânia, em fevereiro de 2022..

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Atualmente, a questão expansionista é central na guerra, já que a Rússia controla parte significativa da Ucrânia e não aceita acordo que não envolva a expansão de suas fronteiras. Por outro lado, o presidente Volodymyr Zelensky também não aceita perder esses territórios para os vizinhos. A questão da Crimeia é trazida pelos ucranianos nas negociações, para afirmar que os ímpetos expansionistas de Moscou e de Putin vão além deste conflito.

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