Imagens de satélite chinesas mostram posição de armada dos EUA próxima do Irã
Em meio à tensão entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, há um outro observador que acompanha com interesse a situação na região. É a China, aliada do governo iraniano, e que já declarou em algumas ocasiões a necessidade de uma mediação para as ameaças americanas.
Além disso, a empresa chinesa baseada em Xangai MizarVision, que analisa dados de satélites, passou a publicar nas redes sociais nos últimos dias a localização e imagens da armada dos EUA na região. É a MizarVision.
Fotos de satélite rastrearam o porta-aviões Gerald Ford, a chegada de F-22s em Ovda (Israel), a transferência de aeronaves-tanque para o atol de Diego Garcia (Oceano Índico) e a presença de aeronaves na Arábia Saudita. Basicamente, um mapeamento da mobilização determinada por Trump.
Caças americanos F-22 em Israel.
Divulgação/MizarVision
Aviões da Arábia Saudita.
Divulgação/MizarVision
Os chineses fornecem normalmente o maquinário necessário para a produção dos mísseis superfície-superfície usados pela Guarda Revolucionária. Os chineses também venderam tecnologia e outros equipamentos bélicos.
De acordo com diversos veículos de comunicação, após a incursão americana que atacou bases nucleares iranianas em 2025, o governo dos aiatolás pediu maior ajuda e proteção para os chineses.
Os oficiais de inteligência de Pequim estariam estudando falhas de segurança iranianas e, em particular, na capacidade de Israel realizar incursões atrás das linhas inimigas, eliminando alvos de alto valor (cientistas, generais), mas também conduzindo ataques a instalações utilizando 'agentes' locais equipados com armas modificadas.
As delegações do Irã e dos Estados Unidos encerraram nesta quinta-feira (26) mais uma rodada de negociações indiretas em Genebra, na Suíça, sobre o programa nuclear de Teerã. O encontro ocorreu em meio ao reforço da presença militar americana no Oriente Médio e foi mediado por Omã.
Segundo o ministro das Relações Exteriores do país, houve progresso significativo, e os diálogos serão retomados em breve. Ele também afirmou que discussões técnicas ocorrerão na próxima semana, em Viena, na Áustria, e fez agradecimentos aos negociadores, à Agência Internacional de Energia Atômica e ao governo suíço.
Relatos da imprensa, no entanto, apontam entraves nas conversas.
Embaixador dos EUA em Israel diz a funcionários que autorização de sair do país é até esta sexta (27)
O embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee.
AFP
O embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, disse a funcionários da embaixada em um comunicado oficial que aqueles que quisessem deixar o país precisavam fazer isso nesta sexta-feira (27).
Caso algum funcionário ou familiar queira se desligar da empresa, 'deve fazer hoje', escreveu Huckabee no e-mail enviado na manhã desta sexta, segundo o The New York Times.
O apelo da embaixada para que os funcionários que não atuam em serviços de emergência deixem o país 'provavelmente resultará em alta demanda por passagens aéreas hoje', escreve ele.
'Se concentre e em conseguir uma passagem para qualquer lugar de onde você possa continuar sua viagem para Washington, D.C., mas a prioridade principal será sair do país o mais rápido possível'.
'Não há motivo para pânico, mas para aqueles que desejam partir, é importante fazer planos para sair o quanto antes', completou.
Em meio a isso, os EUA anunciaram oficialmente nesta sexta-feira também que liberaram a evacuação dos funcionários relativos à diplomacia que não são essenciais da embaixada. O motivo, diz o governo americano, são os 'riscos de segurança'.
A declaração foi similar ao que o governo Trump realizou em 2025, pouco antes do ataque a bases nucleares iranianas.
