Imagem de satélite mostra navios apreendidos pelo Irã ancorados em Ormuz
Imagens de satélite captadas nessa segunda-feira, 27 de abril, pelo satélite Copernicus Sentinel 2 da União Europeia, mostram que o Irã realocou dois navios de carga apreendidos (o MSC Francesca e o Epaminondas) para posições de ancoragem próximas à Ilha de Ormuz, na parte norte do Estreito de Ormuz, perto da costa iraniana.
Na semana passada, a Guarda Revolucionária iraniana anunciou a apreensão dos navios na parte leste do Estreito de Ormuz, acusando-os de 'tentarem sair secretamente do Estreito de Ormuz' sem coordenação com Teerã.
Segundo o comunicado, os dois navios estavam em 'desacordo com as normas'.
O texto, divulgado pela agência de notícias Tasnim, destaca que as embarcações foram a MSC Francesca e Epaminondas - os dois navios que foram alvejados no canal anteriormente. A nota ainda acrescenta que foram 'escoltados até a costa iraniana'.
A Tasnim também alegou que os navios 'colocaram em risco a segurança marítima ao operarem sem as licenças necessárias e ao adulterarem os sistemas de navegação'.
Guerra no Irã completa dois meses
Fumaça após ataque contra o Irã na guerra do Oriente Médio.
AFP
A guerra no Irã completa dois meses nesta terça-feira (28), sem nenhuma perspectiva de trégua permanente.
Os números da tragédia humana são incertos, mas segundo a ONG Human Rights Activists, sediada nos Estados Unidos, já são mais de três mil e seiscentos mortos. O Ministério da Saúde iraniano também registra mais de 30 mil feridos.
No tabuleiro estratégico, o fechamento do Estreito de Ormuz elevou o preço do petróleo em quase 50% nesse período.
A queda de braço entre os Estados Unidos e o regime mantém o barril acima dos 100 dólares, o que pressiona a inflação no mundo todo, inclusive no Brasil.
O governo americano pode dar hoje uma resposta a mais uma proposta do regime iraniano para o fim da guerra.
O plano condiciona a abertura do Estreito de Ormuz ao encerramento das hostilidades e ao adiamento da discussão sobre o programa nuclear.
O presidente Donald Trump se reuniu com a equipe de segurança nacional para avaliar o texto, mas exige que o tema nuclear seja tratado agora, e não depois.
Segundo a agência Reuters, o republicano ficou insatisfeito com a proposta por não abordar o programa nuclear do Irã.
A porta-voz da Casa Branca também adiantou que as exigências fundamentais, de que o Irã jamais poderá ter armas nucleares, permanecem.
Enquanto isso, aumenta a pressão dos aliados europeus, como França e Alemanha, por um cessar-fogo duradouro.
Nessa segunda (27), o chanceler alemão Friedrich Merz afirmou que os Estados Unidos estão sendo “humilhados” pelo Irã e criticou a condução americana da guerra.
Berlim integra uma coalizão liderada por Reino Unido e França para garantir a segurança da navegação na via marítima estratégica após a tentativa de estabelecimento de um cessar-fogo permanente.
Na Rússia, ao receber a visita do ministro de Relações Exteriores do Irã, o presidente Vladimir Putin prometeu apoio total ao regime de Teerã.
