Ilha de Kharg pode se tornar 'cemitério' de americanos em caso de invasão, ameaça Irã
O Irã ameaçou nesta quinta-feira (26) os Estados Unidos pelo grande deslocamento de novas frotas para a região do Oriente Médio. Ao todo, são cinco mil soldados para a região, como parte de um aumento da presença militar.
A afirmação é de um parlamentar iraniano, dizendo que qualquer ação militar dos EUA provocaria uma 'resposta decisiva', em meio a relatos de que Washington está enviando milhares de soldados para a região.
'Qualquer ação será recebida com uma resposta decisiva', comentou Vahid Ahmadi, acrescentando que a Ilha de Kharg poderia se tornar um 'cemitério' para as forças americanas caso haja algum erro de cálculo.
Teerã está se preparando para uma invasão terrestre, segundo reportagem da CNN, que cita fontes confidenciais da inteligência americana. Nas últimas semanas, o Irã plantou minas e mobilizou militares e sistemas de defesa aérea adicionais na ilha de Kharg, antecipando uma possível operação americana para assumir o controle da ilha.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o Irã permitiu que 'nações amigas' utilizassem o Estreito de Ormuz para navegação comercial.
Araghchi citou cinco países: China, Rússia, Índia, Iraque e Paquistão.
'Não há razão para permitir que o inimigo passe pelo estreito. Permitimos a passagem de certos países que consideramos amigos', declarou o ministro, segundo a agência de notícias oficial do Irã.
Ataques contra instalações energéticas do Irã em Isfahan.
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O parlamento iraniano busca aprovar uma lei em breve para introduzir a cobrança de pedágio para navios que transitam pelo Estreito de Ormuz. A informação já tinha sido revelada anteriormente, e agora possui apoio dentro do governo para institucionalizar medida, segundo as agências de notícias iranianas Fars e Tasnim.
O presidente da Comissão de Assuntos Civis do parlamento afirmou que um projeto de lei já foi elaborado e será finalizado em breve pela equipe jurídica da assembleia legislativa.
'De acordo com este plano, o Irã deve cobrar taxas para garantir a segurança dos navios que passam pelo Estreito de Ormuz. Isso é absolutamente natural. Assim como em outros corredores, quando mercadorias atravessam um país, são pagos impostos; o Estreito de Ormuz também é um corredor. Garantimos sua segurança e é natural que navios e petroleiros paguem os impostos correspondentes', declarou.
O Irã está liberando a passagem de alguns navios pelo Estreito de Ormuz. Se, em alguns casos, isso acontece mediante negociação entre o país e o governo iraniano, na maior parte dos casos é através de uma espécie de pedágio.
A agência de notícias Bloomberg destaca que alguns petroleiros sim retomaram a travessia, pagando um valor que chega a US$ 2 milhões.
Do outro lado, Teerã enviou uma carta à Organização Marítima Internacional anunciando que Ormuz está aberto a embarcações 'não hostis'.
O Irã busca o reconhecimento internacional de seu direito de exercer autoridade sobre o Estreito de Ormuz como uma das cinco condições para o fim da guerra em curso.
Segundo o jornal The New York Times, um plano de paz enviado pelo governo americano ao Irã - e recusado - contém 15 pontos e propõe um cessar-fogo de 30 dias. Em troca, o regime se comprometeria em acabar com todo o enriquecimento de urânio e suspender o financiamento a grupos como o Hamas, na Faixa de Gaza, e o Hezbollah, no Líbano.
O acordo também fala em transformar o Estreito de Ormuz, por onde passam 20% da produção mundial de petróleo e gás, numa zona de livre navegação.
Os iranianos defendem o controle completo de Ormuz.
Funcionamento de porta-aviões americano no Oriente Médio.
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