IGP-DI sobe 0,06% em agosto e acumula alta de 2,63% em 12 meses, informa FGV

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Fonte da notícia: Valor Valor

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 0,06% em agosto, depois de ceder 0,86% em julho, segundo informações da Fundação Getulio Vargas. Com este resultado, o índice acumula alta de 2,19% no ano e de 2,63% em 12 meses. Em agosto de 2025, o IGP-DI havia subido 0,20% e acumulava alta de 3% em 12 meses. O resultado ficou próximo da mediana de 0,03% das projeções dos economistas ouvidos pelo VALOR DATA, e dentro do intervalo das projeções de -0,20% a +0,38%. No acumulado em 12 meses, a mediana era de 2,58%, com intervalo de 2,36% a 2,95%.

“Houve mudança importante na composição do índice. No IPA, a queda de julho deu lugar a uma pequena alta, influenciada principalmente pelos produtos agropecuários. Soja, milho, bovinos e carne bovina avançaram no mês, enquanto as matérias-primas brutas passaram de queda de 3,02% para alta de 1,43%. Na direção contrária, os preços industriais continuaram em queda e ajudaram a conter o avanço do índice ao produtor. No varejo, o IPC recuou 0,37%, com contribuição das tarifas de eletricidade residencial, passagens aéreas e alimentos. Assim, o resultado do IGP-DI em agosto combina uma retomada dos preços agropecuários ao produtor com a continuidade de movimentos de queda entre preços industriais e ao consumidor”, afirma André Braz, economista do FGV Ibre.

Em agosto, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 0,10%, registrando inversão em sua taxa em comparação à queda de 1,31% observada no mês anterior. Analisando os diferentes estágios de processamento, o grupo de Bens Finais subiu 0,07% em agosto, ante queda de 0,96% no mês anterior. Em movimento similar, o índice de Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos de alimentos in natura e combustíveis para consumo, passou de -0,08% em julho para 0,61% em agosto. Já o grupo de Bens Intermediários registrou queda de 1,66% em agosto, após subir 0,73% no mês anterior. O índice de Bens Intermediários (ex), que exclui o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção, caiu 0,09%, ante -0,11% observada em julho. Por fim, o estágio das Matérias-Primas Brutas apresentou alta de 1,43% em agosto, após cair 3,02% no mês anterior.

Em agosto, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou queda de 0,37%, ante -0,08% no mês anterior. Entre as oito classes de despesa que compõem o índice, três apresentaram recuo: Habitação (0,39% para -1,21%), Educação, Leitura e Recreação (1,06% para -1,44%) e Comunicação (-0,06% para -2,19%). Em contrapartida, cinco classes de despesa exibiram aumento em suas taxas de variação: Despesas Diversas (-0,03% para 3,38%), Alimentação (-0,87% para -0,47%), Transportes (-0,29% para 0,08%), Vestuário (-1,22% para -0,58%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,22% para 0,27%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,66%, valor superior à taxa de 0,61% observada em julho. Analisando os três grupos componentes do INCC, observam-se movimentações distintas nas suas respectivas taxas de variação na transição de julho para agosto: o grupo Materiais e Equipamentos manteve o movimento de alta de 0,31% para 0,33%; o grupo Serviços retrocedeu de 0,37% para 0,18%; e o grupo Mão de Obra subiu de 1,02% para 1,12%.

O Núcleo do IPC registrou taxa de 0,27% em agosto, acima do apurado no mês anterior, de 0,25%. Dos 85 itens componentes do IPC, 46 foram excluídos do cálculo do núcleo. Destes, 24 apresentaram taxas abaixo de 0,02%, linha de corte inferior, e 22 registraram variações acima de 0,44%, linha de corte superior. O Índice de Difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, ficou em 55,16%, 4,19 pontos percentuais acima do registrado em julho, quando o índice foi de 50,97%.

Theo Marques/Valor

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