Idosos enfrentam medo da violência, risco de quedas e falta de apoio, aponta estudo da Fiocruz e UFMG

Idosos enfrentam medo da violência, risco de quedas e falta de apoio, aponta estudo da Fiocruz e UFMG

 

Fonte: Bandeira



A Fiocruz Minas e a Universidade Federal de Minas Gerais divulgaram nesta terça-feira (26) os principais resultados de uma pesquisa nacional sobre a saúde da população idosa no Brasil. O chamado Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros aponta que fatores urbanos, sociais e estruturais têm papel decisivo na qualidade de vida dessa parcela da população.

Um dos dados destacados pela pesquisa mostra que 42% dos idosos que vivem em áreas urbanas relatam medo de cair por causa de defeitos em calçadas, passeios ou vias públicas próximas de casa. O levantamento também indica que mais de 12% dos idosos brasileiros consideram a vizinhança onde vivem muito insegura em relação à violência e à criminalidade.

Segundo a Fiocruz, esse percentual representa cerca de 3,8 milhões de pessoas idosas vivendo em contextos marcados pelo medo e pela vulnerabilidade social.

A pesquisa também revelou fragilidades na rede de apoio aos idosos. Entre aqueles que apresentam dificuldades para realizar atividades básicas do dia a dia, apenas 37% recebem ajuda. Além disso, somente 5,8% dos cuidadores afirmaram ter recebido algum tipo de treinamento para auxiliar pessoas idosas.

Os resultados reforçam ainda a importância do Sistema Único de Saúde para essa população. Cerca de dois em cada três idosos dependem exclusivamente do SUS para atendimento médico. Já a Estratégia Saúde da Família atende 69% desse público, o equivalente a mais de 22 milhões de pessoas.

O estudo foi conduzido pela Fiocruz Minas e pela UFMG com acompanhamento de adultos com 50 anos ou mais em 70 municípios brasileiros.

O lançamento da pesquisa também marcou a apresentação de um Painel de Indicadores sobre Envelhecimento, plataforma online que reunirá cerca de 100 indicadores relacionados à população com 60 anos ou mais.