Idoso que confessou falsamente ter assassinado Charlie Kirk é condenado por obstrução da Justiça e crimes sexuais
Um idoso de 71 anos que confessou falsamente ter assassinado o ativista conservador Charlie Kirk, morto a tiros em setembro em Utah, foi condenado nos Estados Unidos por obstrução da Justiça e por crimes de exploração sexual de menor, segundo autoridades locais. A Justiça estadual fixou penas que podem chegar a 15 anos de prisão para George Zinn, enquanto o verdadeiro suspeito responde por homicídio qualificado.
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Nos momentos frenéticos após o ativista conservador Charlie Kirk ter sido baleado fatalmente em setembro, em Utah, o homem se aproximou de um detetive e começou a gritar, segundo as autoridades: “Fui eu que atirei nele, agora atire em mim”.
Ele foi brevemente detido para interrogatório, mas a polícia posteriormente determinou que ele não havia participado da morte de Kirk. Em vez disso, ele disse às autoridades que havia confessado falsamente para ajudar o verdadeiro assassino a escapar.
Zinn se declarou inocente da acusação de obstrução da Justiça e pode pegar até cinco anos de prisão por essa acusação, um crime de terceiro grau, além de até 15 anos por acusações de exploração sexual de menor que surgiram da investigação sobre sua falsa confissão. As autoridades afirmaram que ele tentou prejudicar a investigação e atrasou a busca pelo verdadeiro assassino de Kirk.
A defesa do acusado não comentou a decisão.
Abuso sexual infantil
Zinn foi preso poucos minutos após o tiroteio e repetidamente disse às autoridades que havia matado Kirk, de acordo com documentos judiciais. Ele não estava com uma arma no momento da prisão e, quando os agentes perguntaram sobre a localização da arma usada no tiroteio, Zinn respondeu: “Não vou dizer onde ela está”.
Depois de ser levado sob custódia, Zinn reclamou de dor no peito e foi encaminhado a um hospital, onde um agente da Universidade Utah Valley, em Orem, o monitorou por várias horas.
Zinn disse ao agente que estava feliz por ter assumido a responsabilidade pelo tiroteio contra Kirk “para que o verdadeiro suspeito pudesse escapar”, segundo documentos judiciais. Ele também afirmou que queria ser um mártir por Kirk.
Durante a investigação, as autoridades perguntaram a Zinn se encontrariam algo ilegal caso revistassem seu celular. Ele respondeu que havia usado o aparelho para visualizar material de abuso sexual infantil.
A polícia obteve um mandado para revistar o dispositivo e descobriu que Zinn havia enviado imagens de abuso sexual infantil. Ele então se declarou culpado de duas acusações de exploração sexual de menor, ambas crimes de segundo grau.
O juiz Thomas Low, do Tribunal do 4º Distrito em Provo, Utah, condenou Zinn na semana passada a até 15 anos de prisão por cada acusação de exploração sexual e a até cinco anos de prisão pela acusação de obstrução. Zinn cumprirá as penas de forma simultânea.
Juízes em Utah sugerem uma faixa de tempo de prisão para os condenados, em vez de uma sentença fixa. O Conselho de Liberdade Condicional de Utah determinará a sentença final de Zinn nas próximas semanas.
Assassinato de Charlie Kirk
Kirk, que liderava o grupo de direita Turning Point USA e era um aliado próximo do presidente Donald Trump, foi baleado fatalmente no pescoço em 10 de setembro, durante um evento de discurso na Universidade Utah Valley.
Charlie Kirk
Reprodução
Vídeos publicados nas redes sociais após o assassinato de Kirk mostraram policiais escoltando Zinn para fora do local enquanto alguns dos 3 mil participantes do evento gritavam contra ele. Várias pessoas na multidão xingaram e fizeram ameaças verbais a Zinn, segundo documentos judiciais.
Zinn, um agitador político, tem um longo histórico criminal em Utah que remonta a três décadas e inclui acusações de contravenção, como conduta desordeira, urinar em público e invasão criminosa em uma instituição de ensino superior.
As autoridades prenderam Tyler Robinson, 22 anos, em 11 de setembro, em conexão com a morte de Kirk, após ele se entregar em um escritório do xerife em St. George, Utah.
Desde então, Robinson foi acusado de sete crimes estaduais, incluindo homicídio qualificado. Promotores disseram que buscarão a pena de morte em seu caso.
