Idoso morre após ser empurrado nos trilhos do metrô em Nova York; suspeito pode pegar prisão perpétua
Um homem de 34 anos foi formalmente acusado, nesta segunda-feira (30), de homicídio em segundo grau após empurrar um idoso nos trilhos do metrô no Upper East Side, em Nova York. A vítima, um idoso da Força Aérea de 83 anos, morreu nove dias depois em decorrência de uma hemorragia cerebral, segundo autoridades locais.
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De acordo com a promotoria, o acusado teria atacado o idoso enquanto ele caminhava com auxílio de uma bengala na plataforma da estação 63rd St.-Lexington Ave., em 8 de março. Imagens de câmeras de segurança, gravações de celulares e relatos de testemunhas sustentam a acusação de que o empurrão foi feito com força suficiente para arremessar a vítima contra os trilhos.
Ataque em sequência
A investigação aponta que o episódio não foi isolado. Minutos antes, o mesmo suspeito teria empurrado outro homem, de 30 anos, que sofreu uma lesão no ombro. Após cair, essa primeira vítima conseguiu se levantar e presenciou o segundo ataque.
Testemunhas relataram que pessoas na plataforma conseguiram retirar o idoso dos trilhos antes da chegada do trem. Ele foi levado ao hospital, mas não recuperou a consciência e morreu dias depois, após permanecer em suporte de vida.
Justiça nega fiança
Durante audiência em tribunal estadual de Manhattan, a promotoria pediu que o acusado permanecesse preso sem direito a fiança, citando risco de fuga. Entre os fatores apontados estão antecedentes criminais em Nova Jersey e a situação migratória irregular do réu.
Se condenado, ele pode enfrentar pena de 25 anos à prisão perpétua pelo homicídio, além de até 15 anos adicionais por acusações relacionadas ao primeiro ataque. A próxima audiência está marcada para 22 de julho.
O caso foi classificado pelo promotor distrital como um “ataque hediondo e não provocado”. As autoridades afirmam que ainda investigam as motivações do crime.
Legado da vítima
Morador da Ilha Roosevelt há cerca de 30 anos, o idoso era descrito pela família como alguém ativo e apaixonado pela cidade. Veterano da Guerra do Vietnã, ele atuou como mecânico de aeronaves na Força Aérea e, após se aposentar, trabalhou na aviação civil.
Segundo familiares, ele havia recentemente superado problemas de saúde, incluindo câncer de próstata e leucemia, e celebrava a recuperação. Na manhã do ataque, conversou com a filha por quase uma hora e demonstrava entusiasmo em sair para aproveitar o dia.
Em nota, a família afirmou estar devastada e destacou que a perda é “imensurável”, pedindo que o caso sirva de alerta para evitar novas tragédias.
