Uma idosa de 73 anos que vivia com mais de 100 de gatos em um apartamento em Concórdia, no Oeste de Santa Catarina, passará por avaliação psicossocial e será acompanhada por profissionais de saúde e assistência social do município. A medida foi determinada pela Justiça na última quinta-feira junto com a retirada dos animais, após inspeções identificarem condições consideradas insalubres no imóvel.
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A decisão atende a um pedido do Ministério Público de Santa Catarina e prevê o resgate gradual dos gatos encontrados no local. Em vistoria realizada nos dias 21 e 22 de maio, equipes identificaram ao menos 119 animais vivendo em meio a sujeira, fezes e risco sanitário, mas a Prefeitura afirma que o número de felinos pode chegar a 400. Laudos também apontaram agravamento do estado clínico de parte dos felinos.
Segundo o processo, o número de gatos pode ser ainda maior, já que os animais circulam livremente pelo imóvel, se reproduzem no local e atraem outros felinos. Inicialmente, as autoridades trabalhavam com a estimativa de que mais de 400 gatos estariam na residência.
A Justiça entendeu que a situação representa risco aos animais, à saúde pública e à própria moradora. O cronograma estabelecido prevê a retirada mínima de 25 gatos por dia, com prioridade para os casos mais graves. Os animais ficarão sob responsabilidade do município, onde receberão atendimento veterinário, vacinação, castração e posterior encaminhamento para adoção.
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O caso já havia sido alvo de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a idosa e o Ministério Público. O acordo previa medidas de controle populacional, ações sanitárias e adoção dos animais. Conforme os autos, as obrigações não foram cumpridas, o que motivou o novo pedido de intervenção judicial.
Além da retirada dos gatos, o juízo determinou que o município realize uma avaliação psicossocial da moradora e ofereça acompanhamento por profissionais das áreas de saúde e assistência social. A decisão considera que a idosa vive sozinha e pode estar em situação de vulnerabilidade.
