Maricarmen Abascal, de 87 anos, despejada do apartamento onde viveu por sete décadas, pediu "coragem" aos manifestantes que protestam contra a crise habitacional na Espanha. Enquanto alguns deles passavam a segunda noite acampados no centro de Madri, a idosa enviou uma mensagem do hospital onde está internada por motivos de saúde. Crime nos EUA: Idosa é encontrada morta dentro de mala levada a quartel de bombeiros 'Nunca senti um calor como aquele': Homem relata morte de 33 companheiros de cela em prisão superlotada na Nigéria — Peço a todos vocês coragem, que lutem, que defendam o que é de vocês — declarou Abascal em um vídeo publicado no X na noite de domingo pelo Sindicato de Inquilinos e Inquilinas. Na gravação, feita de uma cama de hospital, ela lamentou não poder acompanhar pessoalmente os manifestantes. — Estar com vocês, acompanhá-los em seu acampamento e em sua luta. A região central da Puerta del Sol está ocupada desde a noite de sábado por cerca de uma centena de manifestantes, que montaram barracas para denunciar a crise habitacional.
Puerta del Sol volta a ser palco de protestos A mesma praça havia sido ocupada em 2011 pelo movimento dos Indignados, que protestava contra a austeridade e a corrupção após a grave crise financeira de 2008. As imagens da retirada de Abascal na última quarta-feira tiveram forte repercussão na Espanha e recolocaram a crise habitacional no centro do debate público, a poucos meses das eleições legislativas de 2027. Também estão previstas nesta segunda-feira manifestações em outras cidades do país, segundo o Sindicato de Inquilinos e Inquilinas. Governo prepara novas medidas O presidente do governo, o socialista Pedro Sánchez, pretende abordar a questão nesta segunda-feira à tarde, em Barcelona. O material afirma que ele é alvo de críticas inclusive dentro de seu próprio campo por não ter conseguido conter o aumento dos preços de compra e aluguel desde que chegou ao poder, em 2018. No domingo, Sánchez afirmou que seu governo trabalha "contra o relógio" para apresentar novas medidas na terça-feira, após a reunião do Conselho de Ministros. O decreto-lei real impulsionado pelo Executivo terá posteriormente de receber o respaldo do Congresso. O apoio, porém, não está garantido devido à falta de maioria parlamentar.
O Globo