Idosa de 79 anos resgatada em operação contra maus-tratos em Ipanema é levada para UPA; vídeo

 

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A idosa Selma Vieira Simões, de 79 anos, foi encaminhada para a UPA de Copacabana nesta quarta-feira (29), durante uma operação realizada pela Prefeitura do Rio para apurar denúncias de maus-tratos, negligência e grave vulnerabilidade social em um apartamento na Rua Nascimento Silva, em Ipanema, na Zona Sul do Rio.

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Segundo a Secretaria Municipal do Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida, Selma será transferida para uma Instituição de Longa Permanência para Idosos após melhora em seu estado de saúde. O filho dela, Guilherme, de 46 anos, recebeu oferta de assistência social, mas preferiu permanecer no imóvel onde residia com a .

A ação integra a Operação Direito da Pessoa Idosa e contou com o apoio de equipes da Assistência Social, da Secretaria Municipal de Saúde, da Comissão de Defesa do Idoso da Câmara Municipal e da Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa da Terceira Idade (Deapti).

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A denúncia chegou à prefeitura por meio do canal Rio Cuidadoso e também pelo gabinete do vereador Felipe Michel, presidente da Comissão de Defesa do Idoso da Câmara.

De acordo com os relatos recebidos, Selma morava com o filho, apontado como dependente químico e responsável por seus cuidados. Informações preliminares indicavam que o imóvel estava em condições precárias, sem geladeira, com móveis deteriorados e sinais de extrema insalubridade, o que foi confirmado pela equipe ao chegar ao local.+

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Conforme descrição da denúncia, a idosa apresenta quadro de desorientação, negligência com o autocuidado, sujeira corporal, vestuário inadequado e discurso desconexo e no apartamento, encontram-se embalagens de marmitas com restos de alimentos e recipientes com urina acumulada.

Ainda segundo a denúncia, a renda familiar seria de R$ 400 mensais e a alimentação dependeria de ajuda de vizinhos. Também havia relatos de que parte do apartamento estaria sendo sublocada como dormitório para um flanelinha, em troca de R$ 25 por dia.

Moradores da região relataram episódios frequentes de gritos, agressividade e conflitos envolvendo o filho, especialmente quando este estaria sob efeito de álcool ou drogas. Também foram narradas situações de exposição constrangedora da mãe e dificuldades para que equipes de órgãos públicos realizassem visitas anteriores ao imóvel.

A prefeitura informou que técnicos avaliaram a necessidade de acolhimento institucional emergencial para a idosa e que o caso seguirá sendo acompanhado pelos órgãos competentes. O filho deverá ser orientado a buscar tratamento na Rede de Atenção Psicossocial, por meio de unidade especializada em dependência química.

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