IBGE lança novo mapa-múndi invertido com Brasil no centro e foco na biodiversidade; entenda
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística lançou, nesta segunda-feira, um novo mapa-múndi que coloca o Brasil no centro e apresenta os continentes em posição invertida em relação ao padrão tradicional. A publicação, intitulada “Riqueza de Espécies 2025”, traz o mapa com inversão proposital, reúne dados sobre biodiversidade global e marca o início das comemorações pelos 90 anos do órgão.
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A proposta faz parte de um material sobre biodiversidade global e adota uma projeção que busca corrigir distorções históricas na representação das massas continentais. Na prática, regiões tropicais ganham proporção mais próxima da realidade, enquanto áreas próximas aos polos deixam de aparecer ampliadas.
O mapa integra a publicação “Riqueza de Espécies 2025”, que reúne estimativas sobre a distribuição de diferentes grupos de animais no planeta. O levantamento considera a presença potencial de espécies em recortes territoriais padronizados e evidencia áreas de maior diversidade, como a Amazônia.
A mudança na forma de representar o mundo não é apenas técnica. Segundo o Instituto, a escolha de centralizar o Brasil e inverter o eixo Norte–Sul busca ampliar as formas de leitura do território global e inserir o debate ambiental em um contexto mais amplo. A iniciativa também dialoga com a data internacional dedicada à biodiversidade, celebrada em maio.
O modelo adotado é o da projeção Equal Earth, desenvolvido para preservar a equivalência das áreas continentais. A escolha contrasta com a projeção de Mercator, amplamente difundida desde o século XVI, que altera o tamanho relativo dos territórios ao ampliar regiões próximas aos polos e reduzir áreas como África e América do Sul.
Além do lançamento institucional, o material passou a ser comercializado em versões impressas e digitais, com edições em mais de um idioma.
