Ibaneis recua e reduz imóveis dados como garantia para socorrer o BRB

 

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Diante das críticas e da resistência na própria base, o governador Ibaneis Rocha alterou o projeto de lei que busca salvar o BRB, dando como garantia para aquisição de um empréstimo bilionário. O novo texto reduz de 12 para nove imóveis públicos de propriedade do DF - dados como segurança para recomposição do patrimônio líquido do Banco, após a compra de ativos do Master.

Foram retirados dois parques de preservação ambiental, no Guará. O Centrad, prédio abandonado há 12 anos, que envolve um impasse jurídico, no entanto, está mantido.

O projeto enviado no sábado (21) à Câmara Legislativo não tinha estimativa de valores, o que causou polêmica. A nova proposta autoriza o Executivo, na qualidade de acionista controlador, a realizar aportes que podem chegar a R$ 6,6 bilhões para recompor o patrimônio líquido e a liquidez da instituição.

O texto foi enviado à casa legislativa nesta terça (24). O valor do rombo, no entanto, só será anunciado no fim de março, quando o banco divulga o balanço final. Até lá o BRB tenta reduz o valor do prejuízo, negociando a venda de carteiras para outras instituições.

O governo de Ibaneis pede urgência na aprovação do projeto. Mas, ainda há resitência da base, já que diante da polêmica envolvendo o projeto pra salvar o Banco de Brasília, os paralamentares temem um novo desgate igual ao gerado na casa quando a compra do Master pelo BRB foi aporvada e em seguida barrada pelo BC. Do outro lado, a esquerda diz que quer salvar o banco, mas que também espera que tenha uma CPI do Master na casa , que carece ainda de apenas uma assinatura.