IA invade a moda: marcas apostam em modelos criadas por inteligĂȘncia artificial

 

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A inteligĂȘncia artificial estĂĄ transformando rapidamente o mercado da moda. Campanhas criadas digitalmente, modelos virtuais e atĂ© roupas desenvolvidas por IA jĂĄ fazem parte da estratĂ©gia de grandes marcas, que buscam reduzir custos e acelerar produçÔes.

Um dos casos mais comentados aconteceu com a marca Guess, que estampou anĂșncios na revista Vogue usando modelos criadas por IA. As imagens foram desenvolvidas pela agĂȘncia Seraphinne Vallora e causaram polĂȘmica apĂłs muitos consumidores descobrirem que as mulheres da campanha sequer existiam.

A marca Guess estampou anĂșncios usando modelos criadas por IA

Reprodução/Instagram Seraphinne Vallora

Mais do que utilizar a tecnologia em seus processos criativos, a agĂȘncia ainda incentiva o uso da IA como ferramenta de marketing, oferecendo seus serviços para que outras empresas implementem essa tecnologia em suas produçÔes. Segundo eles: “Isso nĂŁo Ă© o futuro. EstĂĄ acontecendo agora. E as marcas que nĂŁo se adaptarem ficarĂŁo para trĂĄs”.

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JĂĄ a marca H&M lançou os chamados "gĂȘmeos digitais", modelos artificiais criados com base em pessoas reais. Agora, nĂŁo Ă© mais preciso se preocupar com deslocamentos, tempo de troca de roupa ou refaçÔes causadas por um enquadramento ruim ou suor escorrendo. Com apenas um clique, Ă© possĂ­vel fazer com que o modelo vista digitalmente as peças da marca ao longo de todo o ano. ColeçÔes, lançamentos e campanhas, tudo de forma digital. Na divulgação abaixo, por exemplo, a empresa brinca com a temĂĄtica ao dizer que agora Ă© possĂ­vel que a modelo sudanesa Yar Aguer possa estar finalmente em Nova York e em TĂłquio no mesmo dia.

Campanha da marca H&M

Reprodução/H&M

No Brasil, a Reebok seguiu o mesmo caminho ao lançar uma campanha produzida com modelos criadas por IA, em parceria com a startup brasileira Doris. Segundo a empresa, o principal interesse também era criar campanhas inteiras sem a necessidade de sessÔes fotogråficas presenciais e demoradas, reduzindo custos e prazos de produção.

Campanha da marca Reebok

Divulgação

Apesar do avanço tecnolĂłgico, a novidade divide opiniĂ”es dentro da indĂșstria fashion. FotĂłgrafos, maquiadores, stylists e diretores criativos questionam o impacto da inteligĂȘncia artificial sobre empregos e valorização do trabalho artĂ­stico.

Nas redes sociais, muitos usuĂĄrios tambĂ©m demonstram rejeição ao conteĂșdo produzido por IA, afirmando que campanhas digitais parecem “sem alma” ou artificiais demais, alĂ©m de nĂŁo representarem a diversidade de corpos e tons de pele que existem.

Antes, as modelos eram comparadas com fotos editadas no Photoshop, agora elas serĂŁo comparadas a pessoas que nem existem.

A tendĂȘncia indica que a relação entre moda, celebridades e inteligĂȘncia artificial deve continuar crescendo, redefinindo nĂŁo apenas a estĂ©tica das campanhas, mas tambĂ©m o futuro da criatividade dentro da indĂșstria da moda.