IA erra 80% dos diagnósticos iniciais, mostra estudo

 

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A inteligência artificial ainda não está pronta para atender pacientes sozinha: é o que conclui um estudo publicado nesta segunda-feira (13) no JAMA Network Open.

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A pesquisa mostrou que os principais modelos de inteligência artificial ainda não conseguem diagnosticar, com confiabilidade, pacientes nas etapas iniciais do diagnóstico: a taxa de erro, nesse estágio, é acima de 80%.

O estudo americano testou a racionalização de 21 modelos de LLM (Large Language Model) diferentes — incluindo ChatGPT, Deep Seek, Gemini e Claude, os quatro mais conhecidos — em 29 casos clínicos usados para treinamento de médicos, com sintomas, resultados de exames e histórico médico.

As IAs foram testadas da mesma forma que seriam testados alunos de medicina: em etapas. Primeiramente uma lista de hipóteses de diagnósticos, depois indicar exames, chegar ao diagnóstico final, e então propor um tratamento.

A taxa de falha no diagnóstico diferencial, a primeira fase — quando se listam hipóteses — foi acima de 80%: alguns modelos chegaram a ter 90 e até 100% de taxa de erro. Já no diagnóstico final, com todos os exames e informações possíveis, a taxa de falha foi abaixo de 40%, com alguns chegando a errarem em apenas 9% dos casos.

Até mesmo o melhor modelo, o Grok 4, da xAI, empresa do bilionário Elon Musk, teve uma taxa de desempenho baixa: 22% menor que o ideal; o pior, o Gemini 1.5 Flash, teve uma taxa 36% abaixo.

Para os cientistas, o estudo mostra que, embora as empresas tentem vender as IAs médicas como uma solução e alternativa para pacientes em estágios iniciais de tratamento, os modelos ainda têm um ponto cego importante: a fase da consulta em que o médico ainda não tem certeza do diagnóstico e precisa manter várias hipóteses abertas. É justamente nessa fase que erros podem custar mais caro para o paciente.