Uma plataforma de inteligência artificial para a segurança pública criada pela brasileira Pax já ajudou as forças policiais a esclarecer mais de 7 mil casos em cerca de 18 meses. Segundo a empresa, a tecnologia contribuiu para 4,7 mil prisões e a recuperação de 2,1 mil veículos em Goiás, Paraná, São Paulo e Ceará.
A IA funciona como um assistente de investigação. O policial descreve o que procura, em linguagem natural, e a ferramenta cruza milhões de registros, organiza evidências e reconstrói trajetos.
“A inteligência artificial faz o trabalho pesado de cruzar e organizar as informações. Quem decide é sempre o policial”, afirma David Peixoto, CEO da Pax.
“Experiência para investigar a polícia sempre teve. O que faltava era uma ferramenta que buscasse como um investigador experiente buscaria e entregasse em segundos o que antes levava dias.”
Em Bauru, no interior paulista, a tecnologia começou a operar em outubro de 2025. Desde então, as prisões cresceram 21,7% e os roubos de veículos caíram 38,8%, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo.
A comparação considera o período de outubro de 2025 a julho de 2026 e o mesmo intervalo do ano anterior. Continua após a publicidade
Fundada em 2024, a Pax reúne profissionais brasileiros com passagens por empresas como Palantir, Meta, Nubank e Brex, além de profissionais formados no ITA, em Harvard, Stanford e no MIT. A empresa possui certificação ISO/IEC 27001:2022, norma internacional de segurança da informação.
Segundo a startup, os dados ficam sob custódia e controle do poder público, e cada acesso é registrado, permitindo identificar quem consultou determinada informação e quando. “A IA traz uma nova chance para atacarmos o maior problema do país”, diz Peixoto.
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