Humanidade volta a chegar próximo da Lua pela primeira vez em mais de 50 anos; relembre a última

 

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Os astronautas da tripulação Artemis II se aproximaram nesta segunda-feira (6) da Lua e darão a volta realizando observações inéditas. A missão marca o retorno após mais de 50 anos do homem às proximidades da superfície lunar.

A missão realizará diversos testes, mas serve, especialmente, como um preparativo para a missão Artemis III e IV.

Os quatro astronautas se tornarão os seres humanos a viajarem mais longe da Terra na história, superando o recorde de 1970 da missão Apollo 13.

A expectativa é que a nave Orion chegue a uma distância de 252.760 milhas (por volta de 406.773 quilômetros) da Terra. Na década de 70, a Apollo chegou a 248.655 milhas (por volta de 400.171 km) de distância.

Com isso, a Artemis II superaria em cerca de 4.000 milhas (aproximadamente 6.400 km).

Isso possibilitará diversas observações inéditas da Lua, como seu lado oculto e regiões pouco visualizadas ou exploradas por cientistas.

Relembre a última missão humana na Lua

Harrison Schmitt, Ronald Evans e Eugene Cernan, tripulantes da Apollo 17.

Reprodução/Wikimedia Commons

A última missão da astronomia que tinha como foco a Lua ocorreu em 1972. Foi a Apollo 17, a última missão Apollo. A Apollo 11 levou o homem à Lua pela primeira vez em 1969.

Os integrantes da missão foram o comandante Eugene A. Cernan; o piloto do módulo de comando, Ronald E. Evans; e o piloto do módulo lunar, Harrison H. Schmitt.

Em 12 dias, os astronautas foram até a superfície lunar e tiraram diversas fotos que ficaram marcadas na história da astronomia, entre elas em um vale de montanhas no limite do Mare Serenitatis, um mar lunar.

Apenas Cernan e Schmitt desceram até a Lua em si e realizaram caminhadas no dia 11 de dezembro de 1972. Eugene, aliás, é conhecido até hoje como o último homem a pisar na Lua.

Eles ainda chegaram a realizar outras buscas no dia posterior, antes de retornarem para a Terra.

Uma das fotos retiradas de Eugene Cernan na Lua.

Divulgação/NASA

A Apollo 17 serviu para a coleta final de amostras de lava das regiões montanhosas da superfície lunar, para estudos posteriormente. A ideia era tentar entender a formação desse corpo celeste e como foi impactada por meteroso no decorrer dos anos.

Entre as descobertas está de como foi a formação do mar lunar dentro da evolução do astro.