Hugo Motta sinaliza que não deve instalar CPI do caso Master

 

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Apesar da pressão de parlamentares e da existência de assinaturas suficientes, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, sinalizou que não deve instalar a CPI do caso Master neste momento. A indicação foi dada durante reunião de líderes nesta quarta-feira (28), para definição das pautas que serão discutidas com a retomada dos trabalhos legislativos.

Segundo Motta, há outras 17 comissões parlamentares de inquérito na fila e a Casa deve seguir o regimento interno. A posição gerou insatisfação entre parlamentares que articulavam a instalação da CPI, entre eles o deputado Rodrigo Rollemberg, que estava colhendo assinaturas.

Na mesma reunião, Motta também não deu previsão para discutir o projeto conhecido como “PL da dosimetria”, que reduz penas para condenados pelos atos de 8 de janeiro. A proposta pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Por outro lado, líderes partidários indicaram que novas reuniões serão realizadas nos próximos dias. Entre os temas em discussão está a PEC da Segurança. A expectativa é que, na próxima semana, o relator da proposta se reúna com o novo ministro da Justiça e, após o Carnaval, o texto possa ser votado, depois de conversas e sugestões colhidas junto às bancadas.

Outra prioridade citada por parlamentares e pelo presidente da Câmara é o acordo entre União Europeia e Mercosul. No entanto, ainda não há previsão para a tramitação avançar, já que o Congresso aguarda o envio de uma carta do governo federal para dar início à apreciação do tema.