Os houthis, grupo rebelde do Iêmen aliado ao Irã como parte do "Eixo da Resistência", afirmaram neste domingo ter lançado um ataque com um míssil balístico e drones contra instalações da gigante petrolífera saudita Aramco em Riade, capital da Arábia Saudita, e na região de Khurais, rica em petróleo, no leste do país. No mesmo dia, o governo iemenita anunciou uma nova operação militar para recuperar os territórios controlados pelo grupo, após os recentes avanços dos seus combatentes. Contexto: Mais de 1.500 rebeldes houthis foram mortos ou feridos nas últimas 24 horas, diz governo do Iêmen Quer ler mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp Quer morar fora? Veja guia interativo do GLOBO que reúne informações sobre 36 países Segundo o porta-voz militar dos houthis, Yahya Saree, as operações contra a Aramco "atingiram com sucesso seus objetivos”. “Os ataques foram precisos e provocaram grandes incêndios nas instalações atingidas”, afirmou em um comunicado publicado no X.
O anúncio dos houthis ocorreu no mesmo dia em que o governo do Iêmen decidiu lançar uma nova ofensiva contra o grupo. Os houthis cercaram, neste domingo, a cidade de Taiz e cortaram a estrada que a liga a Áden, onde está sediado o governo reconhecido pela comunidade internacional, segundo quatro fontes de segurança. O chefe do Conselho Presidencial iemenita, Rashad al Alimi, respondeu anunciando uma nova operação para recuperar todo o território que está sob controle dos houthis. “Hoje anuncio o início das operações militares destinadas a recuperar os territórios da República que ainda precisam ser retomados e a estender a autoridade do Estado e de suas instituições a todo o território nacional”, declarou Al Alimi. Entenda: Arábia Saudita acusa houthis de atacarem cidade sagrada de Medina Após anos de guerra civil, os houthis passaram a controlar grandes extensões do Iêmen, incluindo a capital, Sana. Depois de anos de trégua, a guerra no Oriente Médio desestabilizou novamente o país e, em julho, os combates entre os houthis e as tropas do governo, apoiadas pela Arábia Saudita, foram retomados. Com a reativação do conflito no Iêmen, que vive uma guerra civil desde 2014, os houthis lançaram uma ofensiva-relâmpago em setembro e avançaram em direção a uma área estratégica da costa do estreito de Bab el-Mandeb, que antes era controlada pelas forças do governo. Ofensiva: Depósito de petroleira saudita Aramco pega fogo próximo a aeroporto em Riad, e houthis reivindicam ataque Apesar do apoio dos sauditas, que intervêm no conflito desde 2015, as forças governamentais do Iêmen não conseguiram repelir os últimos avanços dos houthis. Cerco a Taiz Várias fontes de segurança informaram à AFP que os houthis conseguiram cercar Taiz neste domingo e cortaram a principal rota de abastecimento da cidade. Veja também: Houthis lançam novos ataques contra a Arábia Saudita e têm entre os alvos a capital Taiz continua sob controle das forças governamentais, mas há muito tempo está sitiada pelos houthis ao norte, leste e oeste e é uma das principais frentes do conflito. A cidade fica no meio do caminho entre a capital, Sana, tomada pelos houthis, e a sede do governo reconhecido internacionalmente, o porto de Áden. (Com AFP)
O Globo