Um incêndio florestal atingiu mais de 200 hectares de floresta andina em Villa de Leyva, na região central da Colômbia, entre a tarde de sábado e a madrugada deste domingo. As chamas, que chegaram a ser vistas da praça central do município turístico, foram controladas em 50%, segundo a Unidade Nacional para a Gestão de Risco de Desastres (UNGRD) colombiana. Cerca de 250 pessoas participam das operações de combate ao fogo. Aproximadamente 20 pessoas estão presas no hotel Suites Arcoiris. Por meio das redes sociais, a administradora do estabelecimento pediu ajuda à Polícia e aos Bombeiros para retirar os hóspedes do local, cercado pelas chamas. Outro hotel da região, o Duruelo, foi evacuado por equipes e veículos dos bombeiros, segundo o ministro do Interior, Rodrigo Lara. Ele afirmou que os focos considerados mais perigosos haviam sido eliminados e classificou a situação como "estável". O incêndio começou por volta das 14h de sábado, no setor conhecido como La Marmolera, no cerro San Marcos. O avanço das chamas foi favorecido pelo relevo e pelos ventos fortes. Segundo José Castro, diretor da unidade de gestão de riscos do departamento de Boyacá, as autoridades trabalham para controlar completamente o fogo e permitir o retorno das pessoas evacuadas. — Esperamos controlar a situação para poder recuperar a normalidade neste hotel e em algumas outras casas que também foram evacuadas — disse Castro à AFP. Quatro helicópteros atuam no combate As operações contam com quatro helicópteros: dois contratados pelo governo de Boyacá, um da Força Aeroespacial Colombiana e outro da Aviação do Exército. Segundo a administração departamental, até a manhã deste domingo haviam sido realizadas 24 descargas, com um total de 27 mil litros de água lançados sobre as áreas atingidas. Cerca de 200 integrantes de órgãos de emergência e da Força Pública atuam em terra. Participam dos trabalhos bombeiros, Defesa Civil, Cruz Vermelha, Exército e Parques Nacionais. O Corpo Oficial de Bombeiros de Bogotá enviou 16 bombeiros, um funcionário administrativo e seis veículos para reforçar as equipes locais. Bombeiros de Villa de Leyva também receberam apoio de profissionais de Tunja, Tinjacá e Samacá, além de voluntários e moradores. No domingo, voluntários tentavam conter o avanço das chamas com facões e galhos, enquanto aeronaves lançavam água sobre a vegetação, incluindo áreas com árvores de eucalipto. O ministro do Meio Ambiente, Fabio Arjona, afirmou que os ventos dificultavam o trabalho das equipes e levantou a possibilidade de o incêndio ter sido provocado. A investigação sobre a origem das chamas está em andamento. O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, afirmou que o governo mobilizaria recursos para enfrentar a emergência. — Villa de Leyva não está sozinha. Vamos mobilizar todas as capacidades do Estado para combater este incêndio e proteger seus habitantes, seu patrimônio e sua riqueza natural — escreveu no X. Incêndios se intensificam durante período de seca Villa de Leyva é conhecida por seu centro histórico, com ruas e construções de pedra, e recebe mais de 1 milhão de turistas por ano. O município fica em uma área andina sujeita a incêndios florestais durante os períodos de seca. Segundo as autoridades colombianas, cerca de 18 incêndios florestais permanecem ativos no país. As condições climáticas associadas ao atual fenômeno El Niño contribuíram para o agravamento dos incêndios, com temperaturas elevadas e períodos de seca. O fenômeno está associado ao aquecimento anormal das águas superficiais do Pacífico e pode provocar alterações nos padrões de ventos, pressão atmosférica e precipitação em diferentes regiões do mundo. Com informações de AFP e El Tiempo
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Hóspedes ficam presos em hotel durante incêndio florestal em cidade turística colombiana
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O Globo
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