Homilia do Domingo de Ramos ressalta a realeza humilde de Jesus durante a abertura da Semana Santa
A celebração do Domingo de Ramos, realizada neste dia 29 de março, marca o encerramento da caminhada quaresmal e inaugura o tempo sagrado da Semana Santa. Este dia introduz os fiéis no mistério central da fé cristã, preparando a comunidade para acompanhar os passos de Jesus Cristo em sua paixão, morte e ressurreição.
O padre Cláudio Pighin, que celebra as missas dominicais na sede do Grupo Liberal, localizada no bairro do Marco, destaca que, no Evangelho (Mateus 26,14 – 27,66), Jesus manifesta a sua vontade de ir ao encontro da pessoa como um todo, inclusive dos que o rejeitam e o matam.
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“Ele se apresenta à cidade santa de Jerusalém com uma entrada solene, cavalgando em um burrinho, manifestando toda a sua total realeza. Jesus se apresenta como um rei simples e humilde, que busca o bem de todos, consciente de que a sua máxima doação teria sido na cruz. Nós podemos definir essa doação total sendo a loucura do amor de Deus para os seus filhos e filhas”, reflete o sacerdote.
A celebração deste domingo, além de exaltar a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, apresenta a narrativa do Evangelho da Paixão e Morte, razão pela qual a data também é denominada Domingo da Paixão do Senhor. A união dessas duas realidades em um único rito tem como propósito apresentar todo o Mistério Salvífico de Jesus; esse gesto simboliza a entrega voluntária do Cristo, reforçando a passagem bíblica em que Ele afirma que ninguém tira sua vida, mas que Ele a oferece livremente.
“Isso nos ensina que também nós, para vivermos a nossa vocação de cristãos, precisamos ter uma grande intimidade e confiança com o nosso Deus. E, desse jeito, compreenderemos a sua presença na nossa vida”, explica.
Quando o católico leva seu ramo para a celebração, proclama o desejo de seguir um Cristo humilde que traz paz e misericórdia. Essa atitude de fé se fundamenta no Evangelho de Mateus, que narra a única ocasião em que Ele aceita ser aclamado pelo povo simples, que agita ramos e clama: "Hosana ao Filho de Davi". Esse gesto contrasta com a nossa realidade atual, marcada pela busca frequente por reconhecimento e poder, muitas vezes esquecendo que a verdadeira grandeza reside no ato de servir.
“Dois sinais testemunham que esta morte de Jesus é a salvação. O primeiro veio do templo, que se rasga; o segundo veio dos soldados romanos, pagãos, que reconhecem que Jesus é filho de Deus. Ele é o verdadeiro templo que substitui o velho. Ele é verdadeiramente filho de Deus e o que ficou sobre a cruz, rejeitando as tentações de descer dela”, pontua o padre Cláudio Pighin.
