Homem viraliza ao desenhar o que viu em experiência de 'quase-morte': 'Está tudo conectado'

 

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Experiências de "quase-morte" normalmente rendem visões e histórias elaboradas sobre "outros planos astrais", céu, inferno e até coisas mais complexas, como foi o caso de Yusuff Shakur. O que ele diz ter visto chocou pessoas na web e até possui semelhanças com conceitos de diferentes crenças ao redor do mundo.

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O "mapa" ou "diagrama" foi feito depois de dois anos que Yusuff foi declarado clinicamente morto. Ele mostra uma representação do universo, com pessoas conectadas por fios em diferentes camadas. No topo, há uma grande esfera que, segundo o autor, representa uma espécie de consciência coletiva.

Na parte inferior do diagrama, a Terra e a vida humana são representadas como ponto de partida. A partir daí, linhas finas ou "fios" estendem-se, direcionados para a parte de cima, conectando os indivíduos a múltiplas camadas da realidade.

"A Terra está na parte inferior. Parecia um jogo de tabuleiro ou um tablado de teatro circular, onde todo o planeta — e todas as pessoas dele — podiam ser vistos ao mesmo tempo", disse Yusuff, sobre quem não há detalhes de como ele chegou à experiência de "quase-morte".

Nas visões, também percebeu o fluxo de pessoas que deixavam o plano "material": "Elas estavam um pouco acima do nível inferior e pareciam subir para outro lugar. Acima delas, vi o que parecia ser um estádio, num formato de cone espiral, que subia até o céu brilhante. Nessas espirais, semelhantes aos diferentes níveis da arquibancada, havia pessoas que olhavam para a Terra e respondiam imediatamente ao que acontecia."

No topo da estrutura, Shakur desenhou uma grande esfera. Segundo ele, a estrutura era uma espécie de “alma suprema”, sugerindo uma fonte coletiva de consciência que conecta todos os seres.

Perto da esfera havia uma mulher, que brilhava mais do que todas as almas. Yusuff lembra dela com uma coroa e uma coroa de rosas no pescoço. Em certo momento, a mulher deu um passo a frente e todo o lugar ficou em silêncio para ouvir o que ela tinha a dizer.

"Ela me disse: 'Não tenha medo'. Todos pararam pra ouvir. Conseguia sentir finos fios que conectavam todas as almas, tanto nesse 'paraíso' como na Terra. Parecia que estávamos todos conectados a uma só força", concluiu ele, frisando a importância dessa conexão.

Semelhanças com outras crenças

A teosofia possui conceitos semelhantes às ideias apresentadas por Yusuff em seu esquema onírico. O movimento espiritual surgiu no século XIX e acredita que a sabedoria divina pode ser alcançada através da busca pela verdade.

Dentro dos conceitos de formação do mundo e entendimento do universo da teosofia, os indivíduos estão ligados, de certa forma: corpo físico e alma são conectados por meio de três fios; o fio da vida, o fio da consciência e o fio da criatividade. O fio da vida, também chamado de "Sutratma" ou "cordão de prata", está preso ao coração e mantém a encarnação. Ele não depende da vontade humana consciente.

O fio da consciência, conhecido como "cordão dourado", conecta a alma ao cérebro físico através da mente inferior. Ele atua como o canal da autoconsciência e da percepção. É por esse fio que ocorrem as "viagens" durante o sono, e seu desenvolvimento depende do esforço evolutivo humano.

O fio da criatividade se fixa na garganta e expressa a capacidade criativa do ser humano no plano mental. De acordo com a crença, seu desenvolvimento está relacionado ao uso consciente da mente na criação de formas, ideias e estruturas construtivas no mundo.

Reação da web

Internautas reagiram à publicação com humor e compartilhando experiências similares.

"Então Deus é uma mulher", afirmou uma usuária do Instagram.

Outro internauta disse que já ter vistoas mesmas coisas que Yusuff, mas na ocasião não estava tão sóbrio assim:

"Eu literalmente vi isso quando tava doidão de cogumelos. Estava bem mais detalhado e foi uma experiência profunda."

A mulher também disse ter vivido algo parecido:

"Quando era criança eu me afoguei e vivi algo similar. Parecido, mas não extamente igual."

(*) Estagiário sob supervisão de Fernando Moreira